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Cármen Lúcia: STF não vai ignorar clamor de Justiça

Presidente da Corte cassificou o semestre de “tão difícil”

No encerramento das atividades do Supremo Tribunal Federal (STF) no semestre, a presidente Cármen Lúcia fez um discurso com reflexão sobre o papel do Judiciário e assegurou que a corte cumprirá seu papel de garantir Justiça.

“O clamor por justiça que hoje se ouve em todos os cantos do país não será ignorado em qualquer decisão desta Casa. As vozes dos que nos antecederam que e que velaram pela aplicação do direito com o vigor de sua toga e o brilho de seu talento, não deixam de ecoar em nossos corações. Não seremos ausentes aos que de nós esperam a atuação rigorosa para manter sua esperança de Justiça. Não seremos avaros em nossa ação para garantir a efetividade da Justiça”, disse a ministra.

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“Pelo que foi feito por este tribunal, mas em especial pelo muito a que fazer para a paz nas relações humanas, plurais e democráticas no Brasil, haveremos de persistir em nossas funções, com o desvelo dos que vieram antes e com o compromisso pelos que vierem depois de nós”, completou.

Cármen Lúcia classificou o semestre de “tão difícil”. A partir deste sábado, a ministra passa a responder pelos casos urgentes que chegarem ao tribunal durante o plantão do recesso do Judiciário.

Ao longo do semestre, o Supremo autorizou a abertura de 76 inquéritos para investigar citados na delação da Odebrecht, homologada por Cármen Lúcia após a morte de Teori Zavascki, em janeiro, vítima de um acidente aéreo. A partir da decisão do ministro Edson Fachin ainda autorizou a abertura do inquérito  contra Michel Temer, que levou a denúncia pela Procuradoria Geral da República, pela primeira vez, de um presidente no exercício do cargo.


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