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PF vê indícios de que mensagens de Blairo Maggi foram apagadas em dia de operação

PGR se manifesta contra devolução de aparelhos do Ministro da Agricultura que foi alvo da Melebolge.

Brasília - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, durante entrevista coletiva para fazer um balanço da missão oficial a sete países asiáticos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Técnicos da Superintendência Regional de Polícia Federal no Estado de Mato Grosso apontaram que há indícios de que mensagens do WhatsApp de aparelhos de celular do ministro da Agricultura Blairo Maggi e de sua mulher, Terezinha Maggi, foram apagadas no mesmo dia da Operação Melebolge, em setembro do ano passado, que atigiram o casal no ano passado.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, classificou a questão como grave constatação pericial. “Embora tenha assinalado impossibilidade de determinação do momento exato e da forma de exclusão (se manual ou remota), a perícia mostrou a remoção de mensagens recebidas, na data das arrecadações, nos smartphones pertencentes a Blairo Borges Maggi (de 00:00: 11 a 20:36:44), ao Ministério da Agricultura e que se encontrava na posse de Blairo Borges Maggi (de 01:08:27 a 07:16:44) e a Terezinha de Souza Mél;ggi (01:14:47)1 (fls. 67/90)”, escreveu Dodge.

“ Em razão dessa grave constatação pericial, assiste razão à autoridade policial, ao recomendar tão somente a disponibilização de cópia dos conteúdos extraídos dos aparelhos de telefone móvel apreendidos aos peticionários, até a elucidação das circunstâncias em que ocorreram tais eventos”, completou.

Dodge acrescentou que concorda à disponibilização da cópia dos conteúdos dos celulares ao casal, “até o esclarecimento das circunstâncias em que ocorreram as deleções de mensagens dos dispositivos após a deflagração da operação”, desde que a medida não cause prejuízo à investigação criminal.

Blairo Maggi nega que tenha apagado mensagens de seu aparelho.

De acordo com a PF, o celular do ministro recebeu ao longo do dia 14 de setembro mensagens no dia da operação. Para a PF, “não se vislumbra possibilidade de a conversa do grupo ter sido excluída antes de o celular ter sido apreendido” e há chance de “o aparelho tenha sido acessado remotamente e deletado as mensagens após às 9h36m”. A PF ressaltou que “se faz necessário um exame pericial mais especifico para afirmar que isso de fato tenha ocorrido”.


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