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Aprovada na Câmara, reforma da Previdência segue para o Senado

Matéria ainda pode sofrer alterações na casa revisora

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Câmara concluiu, nesta quarta-feira (7/8), o segundo turno de votação da reforma da Previdência. O texto do Executivo sofreu mudanças no parlamento e ainda pode ser alterado no Senado. Os planos do governo são de aprovação final da PEC 06/19 até o final de setembro.

A economia prevista pelo governo com a promulgação do texto aprovado pela Câmara é de R$ 933 bilhões em dez anos. Eventuais mudanças, como a reinclusão dos estados e municípios, exigirão uma nova rodada de votações pela Câmara para serem promulgadas.

Veja os principais pontos da proposta que será analisada pelo Senado:

Idade Mínima

Trabalhadores urbanos e servidores públicos poderão pedir a aposentadoria a partir dos 62 (mulheres) e 65 (homens). A idade mínima foi reduzida para professores (57/60); policiais federais, membros do Legislativo, civis do Distrito Federal e agentes penitenciários (55 para os dois gêneros). A idade mínima de trabalhadores rurais foi mantida (55/60).

Tempo de Contribuição

O tempo mínimo de contribuição para trabalhadores do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) é de 15 anos (mulheres) e 20 anos (homens). Para servidores públicos federais e professores, o tempo mínimo é de 25 anos independente do gênero. Policiais tem uma regra especial: precisam contribuir por 30 anos, dos quais 25 na função, independente do gênero. Trabalhadores rurais foram preservados de mudanças e tem o tempo mínimo de 15 anos de contribuição mantidos.

Cálculo do Benefício

O valor dos benefícios será de 60% da média salarial. A partir de 15 anos de contribuição, no caso de mulheres, e 20 no caso dos homens, o percentual será elevado em 2% a cada ano contribuído. O benefício chegará a 100% aos 35 anos de contribuição no caso das mulheres, e 40 para homens.

Transição

São várias as regras de transição previstas na reforma. A primeira, voltada para trabalhadores do RGPS, preserva a fórmula 86/96 segundo a qual o benefício atinge 100% da média salarial quando o somatório de idade e tempo de contribuição de mulheres totalizar 86 e de homens 96. A cada ano, o somatório aumenta um ponto até o limite de 100, para mulheres (que deve ocorrer em 2033) e 105 para homens (que deve ocorrer em 2028). Para professores, a reforma determina que a regra é reduzida em cinco pontos (81/91).

A segunda regra prevê que trabalhadores do RGPS que tiverem 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens) podem requisitar a aposentadoria desde que comprovem 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens. Caso não tenham contribuído por esse período, será preciso cumprir um pedágio em que o tempo de contribuição será igual a quanto falta para atingir a exigência constitucional. Por exemplo, uma mulher com 57 anos e 28 anos de contribuição terá que trabalhar por mais dois anos para pedir a aposentadoria integral.

Neste modelo, professores foram beneficiados com cinco anos a menos de idade e de tempo de contribuição para aplicar o pedágio.

O pedágio para quem estiver a dois anos de se aposentar é de 50% sobre o tempo que falta para atingir os requisitos de 30 anos de contribuição para mulheres e 35 anos para homens.

A transição dos policiais, aprovada por pressão do presidente da República, prevê que o pedágio de 100% do tempo que falta para atingir os requisitos será aplicado para agentes a partir dos 52 anos (mulheres) e 53 anos (homens).

Pensão por morte

Quem já recebe pensão por morte não terá alterações no valor recebido. A reforma permite o pagamento de pensões em valores inferiores a um salário mínimo, quando o beneficiário tiver outra fonte de renda formal. A pensão por morte de aposentado será de 50% do valor da aposentadoria mais 10% a cada dependente até o limite de 100%. A pensão por morte de trabalhador será  em valor equivalente ao que o falecido receberia se tivesse sido aposentado por invalidez. A exceção são os policiais mortos em serviço, cujos beneficiários receberão 100% do salário do agente morto.

Alíquotas

A reforma estabelece novos percentuais de recolhimento do INSS pelo trabalhador. Para os ativos do RGPS, os percentuais variam de 7,5% a 11,68%. Para servidores, a diferença está na alíquota máxima, que será de 16,79%.

CSLL

O texto prevê o aumento de 15% para 20% na cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras.


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