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STF tira da prisão ex-vice-presidente do Flamengo

Mendes avaliou que fatos apurados sobre Flávio Godinho, ligado a Eike, não justificam preventiva

Gilmar Mendes
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes / Crédito: Carlos Humberto/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Gilmar Mendes tirou da prisão nesta quarta-feira (5/4) o ex-vice-presidente do Flamengo Flávio Godinho, ligado ao empresário Eike Batista. Os dois foram presos em desdobramentos da Operação Lava Jato, por determinação da Justiça Federal do Rio.

Segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, Godinho era “braço direito” de Eike Batista e é suspeito de ser um dos operadores do esquema de propinas cobradas de empreiteiras que faziam obras públicas no Rio de Janeiro.

Para Mendes, a prisão preventiva não se justifica, uma vez que os fatos apurados são referentes a 2011. Em sua decisão, o ministro afirma que caberá ao juiz Marcelo Bretas avaliar a necessidade de aplicar medidas alternativas à prisão, como proibição de sair do país. tornozeleira, e comparecimento à Justiça.

“O paciente não estaria na liderança da alegada organização criminosa. Nesse quadro, mesmo que imbuído do propósito de embaraçar a instrução criminal, não está evidente o potencial do investigado de pôr em marcha plano para tanto”, escreveu o ministro.

E completou: “Não se indica razão concreta e suficiente para crer no risco de que o paciente venha a praticar crimes semelhantes na atualidade. Dessa forma, o perigo que a liberdade do paciente representa à ordem pública ou à instrução criminal pode ser mitigado por medidas cautelares menos gravosas do que a prisão”.

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