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STF

PGR entrega ao STF delação da Odebrecht para homologação

Material que atinge núcleo político do governo Temer e mais de 200 político está em sala-cofre

15/10/2014- Brasília- DF, Brasil- O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no STF.
Apontada como a delação premiada mais explosiva da Operação Lava Jato, o acordo de colaboração de 77 executivos e ex-executivos da Obebrecht foram entregues na manhã desta segunda-feira (19/12) para homologação do Supremo Tribunal Federal.

Os documentos – mais de 800 depoimentos – foram guardados em uma sala cofre reservada pelo STF, no edifício sede do tribunal. Apenas servidores autorizados terão acesso ao local.  Além dos depoimentos foram disponibilizados os vídeos com as falas dos delatores e provas repassadas pelas defesas, como e-mails, extratos de telefones, entre outros dados que poderão comprovar as implicações feitas nas colaborações.

A expectativa é de que o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, deve montar um esquema para que seus juízes auxiliares aproveitem o recesso do Judiciário – que começa nesta terça (20) e ouçam individualmente os delatores para que confirmem se falaram por livre e espontânea vontade e se receberam as orientações necessárias, como determina a lei.

A medida poderia acelerar o processo de homologação, que é a confirmação e validade dos depoimentos, que deve ocorrer entre fevereiro e março. Só após de confirmada a delação é que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá pedir ao STF abertura de inquérito para investigar indícios de crimes que foram cometidos pelos citados nas delações.
IMPLICAÇÕES
Segundo investigadores, delatores da empresa fizeram citações a 100 deputados, mais de 20 senadores e 10 governadores. Há referências ao presidente Michel Temer, aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, envolvendo políticos do PT, PSDB, PMDB, DEM e PP.
O acordo de colaboração premiada de Claudio Mello Filho, ex-responsável pelas área de Relações Institucionais, vazou e revelou que mais de 50 políticos foram implicados, entre eles, o presidente Michel Temer, e seu núcleo duro, como o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e importantes líderes da cúpula do PMDB no Senado.
Mello Filho disse que, numa reunião no Palácio do Jaburu, acertou repasse de R$ 10 milhões a pedido de Temer para campanha do PMDB.
No acordo de delação premiada, Cláudio conta que dava prioridade às relações com políticos com grande influência no Congresso e também identificava o que chamou de promissores – políticos em ascensão, que, no futuro, poderiam defender os interesses da empresa.

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