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MPRJ: Flávio Bolsonaro tem direcionado esforços para interromper investigações

Segundo jornal O Globo, juiz Flávio Nicolau autorizou quebra de sigilos bancário e fiscal de senador e de Fabrício Queiroz

Flávio Bolsonaro Queiroz
Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz / Crédito: reprodução

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) divulgou nesta segunda-feira (13/5) nota em que afirma  que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tem direcionado seus esforços para invocar o foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal (STF) ou mesmo tentar interromper as investigações sobre ele.

Segundo o jornal O Globo, a Justiça estadual do Rio de Janeiro autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro , filho do presidente Jair Bolsonaro , e do ex-policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio quando ele era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A decisão é do juiz Flávio Nicolau .

A decisão se estende a Flavio, Queiroz, familiares e empresas dos dois e também a outros 88 ex-funcionários do gabinete, seus familiares e empresas relacionadas a eles, informa O Globo.

Na nota divulgada o MPRJ, afirma que Flávio Bolsonaro “não adota postura similar à de outros parlamentares, prestando esclarecimentos formais sobre os fatos que lhe tocam e, se for o caso, fulminando qualquer suspeita contra si”.

“O senador é presença constante na imprensa, mas jamais esteve no MPRJ, apesar de convidado”, critica a instituição.

Um relatório do COAF apontou movimentações atípicas no valor de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, entre depósitos e saques, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Leia a íntegra:

“O relatório de inteligência financeira encaminhado pelo COAF, em janeiro de 2018, contendo diversas movimentações atípicas envolvendo assessores de parlamentares da ALERJ, foi mantido em absoluto sigilo no âmbito do MPRJ, sendo prova maior de sua neutralidade política a sua não malversação junto aos meios de comunicação como forma de interferir no processo eleitoral que teve curso no mês de outubro último.

As investigações sigilosas somente ganharam notoriedade após a deflagração da Operação “Furna da Onça”, pelo Ministério Público Federal, em novembro de 2018, com a consequente juntada do relatório do COAF aos autos da respectiva ação penal.

O senador Flavio Bolsonaro tem direcionado seus esforços para invocar o foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal ou mesmo tentar interromper as investigações, como o fez junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, fato amplamente noticiado nos meios de comunicação.

O referido parlamentar não adota postura similar à de outros parlamentares, prestando esclarecimentos formais sobre os fatos que lhe tocam e, se for o caso, fulminando qualquer suspeita contra si.

O senador é presença constante na imprensa, mas jamais esteve no MPRJ, apesar de convidado. As diligências permanecem em sigilo, sendo que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro seguirá altivo e determinado no cumprimento de sua missão constitucional, tendo por objetivo esgotar todos os recursos investigativos disponíveis para o esclarecimento dos fatos, independente de quem seja o investigado”.


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