Do Supremo

Teori recua e tira de decisão expressão ‘pejorativa’ à defesa de Lula

Ministro retirou afirmação de que advogados tentavam embaraçar invesitgações da Lava Jato

Foto: Carlos Humberto/SCO/STF

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, recuou na crítica feita aos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual acusou a defesa de tentar “embaraçar as investigações” do esquema de corrupção da Petrobras.

Ao analisar um recurso da defesa contra a decisão que manteve com o juiz Sergio Moro inquéritos que investigam Lula, o ministro afirmou que usou expressão inadequada, mas manteve no Paraná os casos questionados pelos defensores do petista.

“É de se reconhecer ter sido inadequada, nas circunstâncias do caso e no que possa ser interpretada como pejorativa ao agravante, a expressão utilizada qualificando certos fundamentos da reclamação como ‘tentativas de embaraças as apurações’. O sentido da afirmação deve ficar compreendido como destinado unicamente a pontuar os já reiterados pronunciamentos da Corte contrários à tese da defesa”, escreveu Teori.

O ministro determinou que fosse excluído o trecho da decisão da semana passada sobre a atuação dos advogados de Lula.

Na ação, a defesa de Lula sustentava a existência do princípio do “bis in idem”, portanto, que as apurações tratam de “fatos idênticos”. Os advogados pediam que três inquéritos que estão sob condução de Moro fossem suspensos e enviados à Suprema Corte.

Teori discordou da tese da defesa. No STF, há pelo menos três reclamações do ex-presidente questionando atos do juiz Sérgio Moro.


Faça o cadastro gratuito e leia até 10 matérias por mês. Faça uma assinatura e tenha acesso ilimitado agora

Cadastro Gratuito

Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito