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TRF3

Procurador que atacou juíza fica em internação provisória em São Paulo

Matheus Carneiro Assunção está em tratamento psiquiátrico no Hospital das Clínicas, zona oeste da capital

Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o TRF3 / Crédito: Divulgação

O procurador da Fazenda Matheus Carneiro Assunção, preso na quinta-feira (03/10) por atacar a juíza Louise Filgueiras com uma faca, está internado no Hospital das Clínicas (HC), na Zona Oeste de São Paulo.

A princípio, Assunção cumpriria prisão preventiva no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Doutor Arnaldo Amado Ferreira, em Taubaté (SP), que é uma unidade prisional. A decisão era da juíza Andréia Sarney.

No entanto, a defesa dele apresentou no fim de semana uma petição no plantão do Judiciário pedindo a substituição da prisão preventiva, definida em audiência de custódia na sexta-feira, por internação provisória. O juiz plantonista acolheu os argumentos apresentados na petição e agora o procurador realiza tratamento psiquiátrico no HC.

“A Justiça Federal teve a sensibilidade necessária e agiu de forma rápida e acertada para preservar a integridade física e mental de Matheus. Essa era a única opção médica viável para o caso”, diz nota do advogado Leonardo Avelar.

A reportagem do JOTA entrou em contato com o Ministério Público Federal de São Paulo para saber se a instituição vai recorrer da decisão e aguarda uma resposta.

Ataque contra a juíza

O procurador atacou a juíza Louise Filguerias na noite da última quinta-feira (3/10) em um gabinete do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em São Paulo. A juíza foi atingida no pescoço e teve um ferimento leve.

Louise Filgueiras trabalhava no tribunal quando foi atacada. Como ela se afastou, ele também jogou uma jarra de vidro em sua direção, mas não conseguiu acertá-la. O procurador foi imobilizado por funcionários até a chegada da Polícia Federal, que o prendeu em flagrante.

As motivações do ataque são desconhecidas e a Advocacia-Geral da União (AGU) abriu uma sindicância para apurar o caso.

De acordo com o TRF3, Assunção entrou no tribunal dizendo que iria participar do “II Congresso de Combate à Corrupção na Administração Pública”. Ele se identificou com sua carteira funcional e conseguiu entrar no prédio com uma faca de cozinha escondida na roupa.


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