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Valentine é o novo álbum de Bill Frisell

Álbum da Blue Note é o primeiro do guitarrista com o seu trio predileto

Bill Frisell
Bill Frisell / Crédito: Divulgação

Os sexagenários Bill Frisell, John Scofield e Pat Metheny continuam a dividir, nestas últimas duas décadas, as três primeiras posições entre os guitarristas de jazz nas eleições dos “melhores do ano” promovidas pela revista Downbeat e outras influentes publicações especializadas. E o primeiro deles merece realce especial por manter um indiscutível alto nível de engenho e arte – sem qualquer concessão mais poppy – em alentada discografia como líder.

Na condição de “sideman de luxo” Frisell destacou-se mais recentemente ao lado do suíço Grégoire Maret, virtuose da gaita (ou harmônica), e do pianista francês Romain Collin, no CD Americana, do selo alemão ACT, que foi aqui selecionado e comentado (16/5/2020).

Pois o consagrado guitarrista está de volta às plataformas virtuais, em estado de graça, no que é o primeiro registro de estúdio do trio que comanda, e com o qual já vinha se apresentando mundo afora (antes do Covid-19), integrado pelos também notáveis Thomas Morgan (baixo) e Rudy Royston (bateria). O novo álbum, da etiqueta Blue Note, tem como título Valentine, que é uma das oito peças compostas por Frisell numa setlist de 13 faixas, com duração total de 65 minutos.

Frisell ficou muito feliz com o resultado da sessão de gravação, e assim se expressou no site da Blue Note: “A música é na base de um confiando no outro, a ponto de nenhum de nós saber o que vai acontecer em seguida, mas com o sentimento de que estamos livres e seguros para tentar qualquer coisa. É como se você estivesse sonhando estar à beira de um penhasco, mas sabendo, de certo modo, que se trata de um sonho. Ou seja, podemos nos arriscar, mas sempre sabendo que a confiança torna o risco possível”.

A interação do trio é particularmente fluida e bem bluesy (ou soul) na faixa-título (6m25), em Leeves (6m05) e em Keep your eyes open (6m05), três das assinadas pelo líder. Ele faz uso da guitarra acústica, apenas, em Where do we go? (3m10), composição também de sua autoria. Mas não deixa – como de hábito – de recorrer à temática já consagrada da música norte-americana de um modo geral. E assim é que Bill Frisell selecionou para este primeiro registro em disco do trio com Morgan e Royston três títulos mais ou menos recorrentes no seu repertório: o hino We shall overcome (6m25); A flower is a lovesome thing (7m20), tema inesquecível de Billy Strayhorn; What the world needs now ilove (5m55), de Burt Bacharach.

(A faixa-título: https://www.udiscovermusic.com/news/bill-frisell-album-valentine/ )

(We shall overcomehttp://www.bluenote.com/bill-frisell-releases-we-shall-overcome-from-new-trio-album-valentine-out-aug-14/)


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