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Relatório JOTA PRO

Eleições: resultado dos partidos por porte de cidade e o ajuste fiscal

Partidos de centro venceram em cidades de menor porte, mais dependentes da União, o que pode pressionar os gastos

Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um recorte importante sobre as eleições municipais é o resultado relativo dos partidos de acordo com o tamanho dos municípios. Como se sabe, municípios menores têm uma dependência maior de transferências do governo federal. Além disso, existe uma relação com a dependência de programas sociais, com o Bolsa Família e o auxílio emergencial. E isso pode impactar nas medidas de ajuste fiscal.


Os dados mostram que MDB, PP e o PSD tiveram o seu melhor desempenho em cidades com população entre 5 mil e 50 mil habitantes. Uma hipótese levantada pela equipe do JOTA Labs é a de que esse resultado pode aumentar a pressão por parte de deputados e senadores desses partidos por maiores gastos como o do auxílio emergencial ou via aumento do FPE e FPM (Fundos de Participação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios), já que são essas cidades justamente as mais beneficiadas. O MDB e o PP, por exemplo, são os que se saíram melhor nas cidades com menos de 5 mil habitantes.

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Para se ter uma ideia, 95% das cidades conquistadas pelo PP e 94% das cidades vencidas pelo MDB têm menos de 50 mil habitantes. O PSDB tem 88% das suas prefeituras nas cidades menores, enquanto o DEM tem 90% . Se a hipótese sobre as eleições estiver correta, haverá uma pressão contra um ajuste fiscal mais firme. Hoje, é possível verificar que parte dessa pressão vem de políticos do PP.

Como avaliou o analista-chefe do JOTA em São Paulo, Fábio Zambeli, em sua newsletter Risco Político (conheça o produto), a eleição de domingo (15/11) colocou partidos considerados mais fisiológicos à frente de um maior número de municípios pequenos no país e cuja representação no Congresso Nacional se caracteriza pelas demandas de socorro financeiro.

“As prefeituras de menor porte dependem mais de transferências de recursos do governo federal. Existe ainda uma relação direta nessas praças com a penetração dos programas sociais, com o Bolsa Família, abonos, seguro e, mais recentemente, o auxílio emergencial — todos com expressivo impacto fiscal”, escreveu Zambeli.

Eleições: além do ajuste fiscal

Além do recorte sobre o tamanho dos municípios conquistados por partidos e seu impacto fiscal, os principais achados do levantamento do JOTA Labs são:

  • Como e por que a estratégia do centro teve efeito;
  • PP é o partido com mais eficiência;
  • DEM, PSD, MDB e PSDB têm eficiência muito parecida;
  • Por que PT e PSL têm resultados muito abaixo;
  • O capital político e o total de votos por partido;
  • Continuidade versus mudança: 62,4% dos prefeitos foram reeleitos em primeiro turno;

A pesquisa foi divulgada em call exclusivo na manhã da quinta-feira (19/11) para assinantes JOTA Pro Poder.

Assinantes do serviço podem acessar a íntegra na área logada do JOTA.

Caso não seja assinante e queira saber mais sobre a pesquisa e outros produtos de dados do JOTA para analisar o Congresso, entre em contato.


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