Infraestrutura

Infra

Futuro secretário-geral da Presidência confirma manutenção do PPI e da EPL

Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e próximo a Bolsonaro, foi confirmado no governo em posição próxima ao presidente

Bebianno disse que a Secretaria de Comunicação (Secom) também permanecerá vinculada à Secretaria Geral da Presidência.

Em sua primeira manifestação após ser confirmado como futuro secretário-geral da Presidência do governo de Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno garantiu nesta quarta-feira (21/11) que o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) será mantido na estrutura da pasta no próximo governo e nos moldes atuais. O PPI é um programa do Governo Federal focado no desenvolvimento da infraestrutura por meio de concessões e parcerias com a iniciativa privada.

Bebianno também confirmou que continuará sob a estrutura da Secretaria-Geral  a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável por pensar de forma integrada o transporte e a logística do país. A estatal também é a responsável pelo desenvolvimento e atualização do Plano Nacional de Logística (PNL).

A manutenção dessas estruturas indica, até o momento, a continuidade das políticas tocadas nos últimos anos. Interlocutores da área de infraestrutura ouvidos pelo JOTA nutriam expectativa sobre essa possibilidade, até porque o PPI é o maior programa de concessão já feito no país – apesar do ritmo considerado lento. Rodovias e ferrovias habilitadas para concessão ainda aguardam a possibilidade de prorrogação de seus contratos.

Foco

Bebianno também disse que a principal tarefa da Secretaria sob o seu comando será o trabalho de modernização do Estado e desburocratização.

“Talvez, pela primeira vez, o Governo Federal esteja olhando para a sua atividade-fim, que é servir bem à população. Nosso interesse é que o contribuinte pagador de impostos seja bem atendido em tudo aquilo que o governo tem a oferecer em termos de serviços e produtos”, afirmou.

Reuniões

Ao lado de Bebianno, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou que a equipe técnica de transição, composta pelos 12 ministros já anunciados e também os futuros, vai se reunir semanalmente, sempre às quartas-feiras. “Vai ser construído paulatinamente o governo que nós queremos ver atuando a partir de primeiro de janeiro de 2019”, concluiu, acrescentando que Jair Bolsonaro deve nomear todos os ministros até o final do mês.


Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito