Do Supremo

STF

Gilmar e Celso de Mello reclamam de paralisação dos caminhoneiros

Em áudio vazado na sessão, ministros classificam movimento de absurdo e diz que “faz-nos reféns”

Ministro Gilmar Mendes e ministro Celso de Mello durante sessão do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Apesar de a paralisação dos caminhoneiros não ter chegado oficialmente à pauta do Supremo Tribunal Federal, o movimento grevista foi tema de uma conversa entre os ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello. Durante a sessão desta quinta-feira (24/5), enquanto o plenário estava em silêncio para confirmar a recondução da ministra Rosa Weber para vaga no Tribunal Superior Eleitoral, vazou o áudio dos magistrados, que trocavam impressões e reclamavam do cenário de crise instalado no país.

A questão foi colocada por Gilmar, que senta ao lado de Celso, decano da corte. O ministro puxou o assunto: “Que crise, hein?”, questionou. “Guiomar (mulher dele) está na rua agora, está impossível…”

Celso de Mello respondeu: “Um absurdo … quer dizer faz-nos reféns. Tudo bem que possam até ter razão aqui ou ali, mas é um absurdo. Minha filha está vindo de São Paulo para cá….”. Na sequência, o áudio é cortado.

A paralisação já se arrasta há quatro dias, sendo que os caminhoneiros fazem manifestações em 25 estados e no Distrito Federal. A reivindicação é contra a disparada do preço do diesel que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho.

A AGU (Advocacia Geral da União) informou que até agora a Justiça concedeu 15 liminares que proíbem a obstrução de rodovias federais nos estados do Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Paraíba, Rondônia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul durante as manifestações de greve de caminhoneiros.

Outras 15 ações foram ajuizadas pelas procuradorias e aguardam decisões nos estados do Tocantins, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, Sergipe, Pará e São Paulo.

As 27 ações foram distribuídas em pedidos de reintegração de posse de rodovias federais ocupadas e interditos proibitórios, que é um mecanismo processual de defesa utilizado para impedir agressões iminentes que ameaçam a posse de alguém, além de pedidos mistos de interdito e reintegração de posse.

Em um caso a AGU solicitou o desbloqueio de rodovia estadual de Pernambuco, atuação que foi necessária para evitar riscos ao funcionamento de serviço federal, como o do Aeroporto de Guararapes. Encaminharemos novas informações depois da atualização dos dados.


Faça o cadastro gratuito e leia até 10 matérias por mês. Faça uma assinatura e tenha acesso ilimitado agora

Cadastro Gratuito

Cadastre-se e leia 10 matérias/mês de graça e receba conteúdo especializado

Cadastro Gratuito