Do Supremo

Redes sociais

Julgamento sobre prisão em 2ª instância mobilizou as redes em outubro

Gilmar Mendes foi o mais citado no Twitter ao longo do mês, mas pico de menções foi de Rosa Weber no dia de seu voto

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Ministra Rosa Weber durante sessão extraordinária do STF / Crédito: Carlos Moura/SCO/STF

O tema que mais mobilizou as redes sociais em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) no mês de outubro foi o julgamento sobre a possibilidade da prisão em segunda instância para fins de execução provisória da pena. No dia 16 de outubro, a maioria dos ministros considerou que a prisão para cumprimento de pena só pode se dar após o esgotamento de todos os recursos. 

O ministro Gilmar Mendes foi o mais citado no Twitter ao longo do mês e acumulou 687.455 menções. No entanto, a ministra Rosa Weber, mais discreta e que pouco mobiliza a internet, foi quem teve o pico de audiência no mês. Isso se deu justamente no dia em que ela votou contra a execução provisória da pena. 

O Supremo, como um todo, apresentou consideravelmente mais menções que qualquer dos ministros, individualmente. Mas o pico de interesse das redes sobre a Corte também se deu durante o julgamento da execução antecipada de pena. No dia 24 de outubro, 426,5 mil tuítes trataram do tema. No dia 29, o segundo dia com mais interesse dos usuários, foram cerca de 272 mil citações.

Todos os meses, o JOTA irá divulgar os dados colhidos e analisados pela Diretoria de Análises de Políticas Públicas (DAPP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sobre as menções ao STF, aos 11 ministros e às principais pautas que mobilizam o debate sobre Justiça no Twitter, Facebook e YouTube. A DAPP é um centro de pesquisa social aplicada para a compreensão de políticas públicas e os efeitos delas. 

A primeira reportagem mostrou um levantamento de um ano de dados nas redes sociais, de setembro de 2018 a setembro de 2019. Na última semana de setembro, por exemplo, as menções à Corte passaram de 1,6 milhão no Twitter, alcançando o maior pico desde setembro de 2018. O ministro Dias Toffoli, presidente da Corte, é o que recebeu mais citações, totalizando 3,4 milhões em todo o período medido. Na série histórica, o tribunal teve 24,4 milhões de citações. 

Rosa Weber, com o auge de menções entre os ministros em outubro deste ano, no dia em que deu o voto a favor do trânsito em julgado para que uma pena possa ser executada, teve mais de 120,5 mil publicações relacionadas a ela. A ministra tinha um dos votos mais esperados do julgamento. Isso porque na análise do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ela afirmou que entendia que aquele não era o momento de alterar a jurisprudência firmada pelo tribunal e votou pela negativa ao pedido. De acordo com ela, ações de controle concentrado, como são as ADCs relatadas por Marco Aurélio, é que seriam o espaço para a discussão.

No dia 29 de outubro, foi o ministro Celso de Mello quem chamou a atenção da internet. O decano do Supremo divulgou uma nota em que comentou o vídeo das hienas com críticas à Corte postado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, nas redes sociais. O vídeo mostra Bolsonaro como um leão acuado por hienas identificadas como partidos políticos, o próprio STF, a ONU, movimentos sociais e outras entidades. Para Celso de Mello, a atitude mostra falta de “estatura presidencial” e que o “atrevimento presidencial parece não encontrar limites”. A publicação na conta oficial de Bolsonaro foi também o dia em que o STF foi mais citado nas redes como um todo.


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