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2ª Turma do STF arquiva inquérito de Kátia Abreu na delação da Odebrecht

Gilmar Mendes diz que “montanha de delatores da Odebrecht” são todos testemunhas de ouvir dizer

Kátia Abreu foi julgada pela 2ª Turma do STF. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal determinou, nesta terça-feira (11/9), arquivamento de inquérito que investigava a senadora e candidata a vice-presidente pelo PDT Kátia Abreu a partir da delação da Odebrecht,

A maioria da Turma entendeu que as apurações se baseavam apenas em relatos de colaboradores sem elementos probatórios mínimos após mais de 15 meses de investigações.

A Turma seguiu entendimento do relator, Gilmar Mendes. O ministro criticou as delações da Odebrecht. “Aqui, essa montanha de delatores da Odebrecht. Todos são testemunhas de ouvir dizer. Aprenderam os fatos quando foram escalados para fazer a delação premiada. De que vale isso?”, questionou.

“O que se espanta é que após 1 ano e meio não se encontrou nada contra a senadora. Não é possível que qualquer cidadão seja submetido a uma investigação sem prazo. Isso é uma tortura psicológica, Sabe-se lá como foram colhidas (as delações)”.

Responsável por autorizar aberturas de inquéritos das delações da maior empreiteira do país, Edson Fachin defendeu que a última palavra sobre a investigação é do Ministério Público, que requereu mais prazo para colher depoimentos relativos a doações da construtora à campanha da senadora em 2014.

O inquérito investiga a omissão, pela senadora, do recebimento de doações da Odebrecht no valor de R$ 500 mil, em 2014, e a participação do marido da parlamentar, Moisés Pinto Gomes, responsável pela captação de recursos de campanha.


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