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Resiliência no departamento jurídico

Capacidade de aceitar a pressão e ‘retornar’, sem desistir do jogo e sem ficar ‘quebrado’ é importante para as empresas

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Resiliência: você acredita que exista um pouco dela em você? Embora saibamos que cada de um de nós é, por definição, único. E que, em função disso, somos necessariamente diferentes um dos outros (o que é ótimo!), e com características pessoais específicas, vivemos em grupos, em sociedade, em tribos, em equipes, em famílias, em cidades – e em empresas!

Vivemos a era da diversidade (e do respeito a ela), mas ainda assim há que se considerar contextos. E papéis. Essa realidade que precisa ser levada em conta (não vivemos isolados e temos que conviver permanentemente – sendo preciso entender alguns pontos que reduzem a liberdade total), gera, e tem mesmo que gerar, reflexões. Ao menos para que tenhamos consciência de alguns aspectos, sobre o mundo, sobre as pessoas, e sobre nós.

Sem essa consciência, nem mesmo para decidirmos não mudar nada teremos alguma base. Vivemos em sociedade (em grupos), e em alguns aspectos a vida real cria alguns “balizadores”, alguns “padrões”, alguns “critérios” e conjuntos de condutas e de posturas, que nas empresas também são levadas em conta. Gostemos ou não, queiramos ou não para nós, pretendemos ou não nos adaptar, é importante conhecermos “o jogo”.

A vida, e no caso das empresas não é diferente, é um grande campeonato em modalidade coletiva, e atuamos em times/equipes (desde a família), e temos que saber que competências o time no qual gostaríamos de atuar considera ou valoriza.

A vontade de vencer, de seguir adiante, de “levantar, sacudir a poeira e recomeçar” quando se cai, de “tirar o suor do rosto”, de “engolir o choro” e seguir com o projeto, pode fazer toda a diferença na sua equipe e na sua empresa.

Mesmo que constatemos que não temos, ou até que nem queremos ter, esta ou aquela característica, aquele “jeito” (caso em que – se necessário para aquele contexto – muito provavelmente nos levará a perceber que teremos que buscar outro grupo), temos que saber disso, refletir e decidir sobre o que fazer com a informação.

A palheta de competências desejada no mundo corporativo é muito ampla, e “ninguém tem tudo”, de forma que somos e seremos sempre um conjunto de aspectos, sem que precisemos “cortar os pulsos” por não termos esta ou aquela competência (ninguém terá todas!!). Temos, entretanto, que saber do que se trata, e que nos posicionar em relação ao tema. Informação sem aplicação prática vale muito pouco…

A Resiliência é, sem dúvida, uma das principais questões da nossa era, e não é um conceito muito distante da capacidade de adaptação (citada, por exemplo, desde a evolução das espécies).

Certas características, que em alguns casos podem ser chamadas de competências, tem sido mais e mais percebidas, avaliadas, discutidas, e ao menos precisamos conhecê-las, temos que saber que existem. Até para, individualmente, fazermos nossa análise pessoal sobre elas e nossa relação com o assunto.

Todos sabemos que a “lista” de desafios e de competências que o mundo corporativo nos cobra é imensa, e talvez até infinita (mesmo por ser dinâmica, e em constante ajuste e expansão). Vivemos o tempo do “super” (homem, mulher enfim… “super pessoa”) e a “tal” resiliência, que nos ajuda a “aguentar” a pressão e a seguir trabalhando a despeito dela é cada vez mais valorizada. O chamado fazer mais com menos que a todos irrita, é a constante. E temos que viver com isso.

A pressão do mundo corporativo, realmente, não é para todo mundo.

Todos os dias e a todo momento receberemos mais e mais cobranças… E desde os prazos, ou os orçamentos irreais, até a ausência total de recursos, ou das coisas que “nunca estão boas”, até os chefes (que não são líderes e apenas pressionam, cobram e reclamam), as reorganizações e as reestruturações constantes, as orientações que se contradizem – tudo nos desafia o tempo todo.

A vida nas empresas abala mesmo. E é um fato.

O convite à reflexão sobre o quanto você quer e aceita do mundo corporativo, e nele consegue viver, é permanente. Reflita mesmo, e sempre.

Frequentemente percebemos profissionais experientes e aparentemente adaptados ao desafio nas empresas, admitindo que “já não querem isso”, ou que preferem uma nova vida. E estão certos, pois é preciso que todos nos conheçamos e busquemos o que nos torna melhores e mais felizes. E de forma dinâmica.

Muitas vezes, o que nos servia até ontem, agora não serve mais. Nós mudamos, o mundo mudou as empresas mudaram. A reflexão é permanente e fundamental, pois, certamente, no local certo, na atividade certa, e fazendo o que nos dá mais prazer, seremos melhores profissionais e conseguiremos mais resultados.

Aos que aceitam (ou querem) o mundo corporativo, a necessidade de adaptação constante é total. E o estoque de pressão e de cobrança só aumenta. Resiliência é o ponto nesse aspecto!

Em função da complexidade desse conceito, reiteramos que ninguém conseguirá chegar à “perfeição” (que na verdade é apenas um objetivo, inexistente), de forma que entendemos que “valha a pena”, periodicamente, recordarmos alguns desses conceitos e competências – que se alternam em relevância no “topo da lista”, e que mudam em nós mesmos com o passar do tempo, das fases da vida e da carreira.

Sabendo, portanto, que um dos conceitos mais difundidos no momento é, sem dúvida, o da resiliência. Que posição você tomará em relação a isso? O que você fará com essa informação?

Flexibilidade, criatividade e inovação, diversidade, empatia, “saber ouvir”, motivar e inspirar”, união e conexão em função de projetos”, “team work”, liderança, “hand on”, busca por resultados, e tantos outros, são, logicamente, super importantes. Até mesmo fundamentais (e sobre alguns deles já discorremos), mas talvez não sejam tão “inovadores”.

A Resiliência é, provavelmente, a característica que todos os executivos do momento mais precisam ter, neles, e nas equipes – pois os desafios são cada vez maiores, as restrições e a concorrência cada vez maiores. E é preciso cair e cair e cair, mas levantar e levantar.

Várias explicações e tentativas de se conceituar a resiliência estão disponíveis “por aí”, mas uma das que mais me agradam é a que se utiliza da metáfora da “bolinha de tênis”. Resiliência, por esse conceito, não seria característica de quem não sente, não se abala, ou tenha “sangue de barata”. Não, não. Nada disso. O mundo atual não quer e nem tolera pessoas frias, insensíveis, sem emoção, ou mesmo meros “personagens” (que não se mostram).

O conceito da “bolinha de tênis” procura comparar o que ocorre quando se aperta uma bolinha com a mão e depois se alivia a pressão. Ela “sente” a pressão, até se deforma, mas ao ter a pressão “reduzida”, “volta” ao estágio anterior. Ou seja, “não se abala além do necessário”, e “volta” ao jogo.

Essa capacidade de aceitar a pressão e “retornar”, sem desistir do jogo e sem ficar “quebrado” é importante para as empresas, para os líderes e para as equipes, pois a pressão é cada vez maior e mais constante. E só há um caminho – aprender a lidar com ela.

Naturalmente, esse profissional precisa de muita estrutura física, mental e emocional, para o que uma ótima alimentação, sono adequado, cuidados com “vícios”, atividade física e todo o arcabouçou para o “corpo saudável” são recomendadíssimos. Da mesma forma, um adequado “equilíbrio” entre a vida profissional e a pessoal, assim como com a familiar e social ajudam muito. E, se possível, ainda atividades que ajudem a combater o “stress” e a encontrar uma certa paz (como meditação, yoga e tantas outras práticas importantes e interessantes).

Quando se percebe que a pressão estará presente, parece natural que a decisão seja escolher entre admitir que não se consegue (ou não se quer) lidar com ela, e a tentativa de se conviver da maneira mais harmônica possível. É onde “entra” a Resiliência.

Reflita sobre isso. Esse é um dos temas que a atual realidade dos departamentos jurídicos inovadores mais demanda, e que mais se estuda e debate nos diversos foros que já temos no País. Procure conhecer mais. Pode ser útil a você, e a sua equipe!


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