Opinião & Análise

Tecnologia

Legal growth hacking e suas aplicações na otimização dos contratos

Quais os entraves burocráticos que devem ser afastados pela empresa?

Imagem: Pixabay

O termo Growth Hacking vem sendo utilizado desde 2010, sobretudo no ambiente de startups e tecnologia e foi formulado visando estruturar processos de identificação e soluções de problemas para oportunizar o crescimento das empresas.

A palavra Hack é muitas vezes mal interpretada em razão do senso comum construído a partir da ideia de “Hacker”. Como ponto inicial para a compreensão da questão, é preciso ficar clara a diferenciação entre “Hacker” e “Cracker”, sendo este último um conceito aplicado àquelas atividades que visam violar sistemas de segurança com a finalidade de ter acesso ilegal às informações confidenciais, utilizando-as para fins negativos.

Já por “Hacker” deve se compreender aquele que, interessado na solução de problemas, se aprofunda na busca da origem dos fatores que geram os obstáculos, com o objetivo de alterar o ciclo normal através de soluções criativas para que os fins pretendidos sejam atingidos.

O Growth Hacking está sendo aplicado em diversas áreas das empresas, tendo como um dos maiores exemplos a sua aplicação no setor de marketing, como forma de identificar as razões para que o Leadpotencial cliente que, já inserido no ambiente do negócio, poderá desenvolver interesse pelo produto/serviço oferecido – não conclua a contratação e quais as soluções para alterar esse comportamento.

Como não poderia ser diferente, o Growth Hacking pode ser utilizado pelo profissional do direito como forma de detectar quais os entraves burocráticos que devem ser afastados pela empresa, a fim de que esta consiga concretizar o seu objetivo principal: vender o seu serviço e/ou produto.

Assim, o Legal Growth Hacker pode implementar processos de otimização do negócio utilizando do conhecimento jurídico para aprimorar a relação entre a empresa e seus parceiros e clientes.

O contrato é um bom exemplo de como pode ser realizada essa otimização: como já consolidado pela economia dos contratos, um dos principais fatores para que os contratos não sejam firmados são os custos de transação. Custos de informação, de negociação e de tempo podem levar o lead a se afastar da celebração do contrato, por julgá-lo como muito complexo. E, na ponderação entre custo x benefício, o risco de assinar um contrato sem o conhecimento integral e claro sobre o seu conteúdo pode ser fator impeditivo para que o negócio não seja finalizado.

Diante dessa situação que entra em cena o Legal Growth Hacker, que através de soluções inovadoras poderá implementar projetos de otimização dos contratos, simplificando ou excluindo cláusulas desnecessárias ou redundantes – por exemplo, aquelas cogentes ou que já estão sedimentadas por legislação específica -, bem como aprimorando a sua estrutura, de modo que o lead consiga identificar as principais disposições que influenciam na sua opção de assinar o contrato.

Diminui-se, assim, os custos de confiança, já que o Lead terá uma noção maior do contrato que está prestes a assinar, o que aumenta a sua motivação de fechar o negócio e adquirir o serviço ou produto da empresa para a qual o processo de Legal Growth Hacking está sendo desenvolvido.

Growth Hacking e, por sua vez, Legal Growth Hacking, são processos que devem ser estruturados como forma de identificar, aprimorar e solucionar os fatores que impedem o crescimento da empresa. A partir da confirmação desses fatores, o próximo passo é acompanhar a soluções implementadas e, caso positivas, trabalhar para que sejam ampliadas.


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