Opinião & Análise

Tecnologia

GovTech e computação em nuvem: o Brasil precisa de uma agenda digital

Quanto mais tempo levar para administração pública se adaptar, mais oportunidades serão perdidas em modernização

Imagem: Pixabay

A tecnologia pode revolucionar os serviços públicos. Governo que não se digitaliza deixa de ser governo, torna-se obsoleto. Para concretizar a agenda de GovTech, a contratação de serviços em nuvem por parte da administração pública é tendência desejável e inevitável. É claro que salvaguardas devem ser adotadas, mas são viáveis. Quanto mais tempo levar para a administração pública se adaptar a essa nova realidade, mais oportunidades serão perdidas em modernização e eficiência das políticas públicas.

Apesar de ser objeto de pesquisa na ciência da computação há décadas, a popularização da expressão cloud computing aconteceu mesmo a partir 2006, quando o então CEO da Google, Eric Schmidt, falou a respeito1. O termo passou a ser entendido como um conjunto de serviços em rede que fornecem infraestrutura computacional sob medida, promovendo escalabilidade, apresentando garantia de qualidade, personalização dos serviços (em geral) e menores custos2 aos seus usuários.3

Graças a esses elementos, dados podem ser transferidos, compartilhados, armazenados e reutilizados aproveitando vantagens regionais e globais, além de fronteiras e instituições.4 Mais que isso, seu uso é cada vez mais relevante em um contexto de adoção de tecnologias da informação e comunicação (“TIC”)5 e de soluções de Internet das Coisas (“IoT”)6, que envolvem significativa ampliação na quantidade de dados coletados, processados e armazenados.

Há vários modelos possíveis de prestação de serviços em nuvem. Um dos mais populares é o Software as a Service (“SaaS” – Software com um serviço), que oferece ao cliente o uso de aplicações do provedor executadas em uma infraestrutura em nuvem, dispensando o usuário da necessidade de instalação e execução do aplicativo em seu computador local.7 Outro modelo é o Platform as a Service (“PaaS – Plataforma como um serviço”), no qual o usuário pode instalar, na infraestrutura em nuvem, aplicações que criou ou adquiriu, por meio de linguagens de programação, serviços e ferramentas suportados pelo provedor. Por fim, no modelo de Infrastructure as a Service (“IaaS” – Infraestrutura como um serviço), o recurso oferecido ao usuário envolve infraestrutura básica de tecnologia da informação, sendo possível controlar o sistema operacional, armazenamento e instalação de aplicações.

Considerando as diferenças sobre a aquisição, gestão, definição de preços, termos e condições e segurança do serviço contratado, a existência dessa variedade de modelos de contratação permite que a administração opte pela opção mais adequada às suas necessidades, considerando o contexto próprio de custos, a disponibilidade de pessoal e de recursos técnicos.

GovTech e computação em nuvem

A ideia de “GovTech” tem como pressuposto que a incorporação de tecnologias da informação e comunicação (que podem incluir serviços de nuvem, dispositivos de IoT, Inteligência Artificial, Blockchain e outras ferramentas) por parte da administração pública8 permite a modernização e melhoria na eficiência, custo, transparência e qualidade da prestação de serviços públicos.

Alguns países demonstram concretamente como efetivaram uma transformação digital nos serviços públicos, claros benefícios. O exemplo mais conhecido é o da Estônia, cujo ambicioso projeto governamental e-Estônia teve como objetivo coordenar os esforços governamentais para transformar o país rumo a uma sociedade digital. Como consequência, o governo economiza cerca de 2% do seu Produto Interno Bruto anual em despesas e salários, e promove comodidade e facilidade de acesso a serviços públicos aos seus cidadãos, capazes inclusive de realizar votações a partir dos seus próprios computadores.9

Com desafios socioculturais muito mais complexos, a Índia também alcançou destaque através da criação de sua identidade eletrônica única, o chamado Aadhaar. Essa iniciativa, lançada em 2009, teve como objetivo conferir a cada cidadão um número de identificação único e verificável com base em informações biométricas (impressões digitais e scanner de íris), que seria utilizado em todas as interações com o Estado. A iniciativa levou a Índia a um novo patamar de prestação de serviços públicos, ampliando a bancarização dos seus cidadãos e dispensando o translado de documentos e a presença física ou uso de papel na relação entre população e governo.

Já na América do Sul, o Uruguai se consolidou como país de referência em GovTech. Por meio de várias iniciativas, supervisionadas pela a agência governamental AGESIC, implementou várias iniciativas digitais para reduzir a burocracia do país ou aumentar a conectividade. Um exemplo é o Plano Ceibal, no qual o governo promoveu inclusão e igualdade de oportunidades através do incentivo a políticas de educação com tecnologia.10

Em relação à adoção de serviços de nuvem em contexto de GovTech, há grande potencial de gerar vantagens econômica e de qualidade de serviço. Primeiramente, destaca-se a redução de custos, em razão da desnecessidade de manutenção de estrutura tecnológica própria, bem como a dispensa de necessidade de destinação de um quadro amplo de especialistas em tecnologia da informação para operação da infraestrutura física própria – a qual passa a ser deslocada para a nuvem.11

Em segundo lugar, temos o aumento da disponibilidade dos serviços. Diferentemente da necessidade de modulação da capacidade de armazenamento de servidores físicos, mediante a compra de mais equipamentos e a contratação de novos serviços, o armazenamento em nuvem permite o redimensionamento da capacidade de armazenamento conforme o aumento ou a redução de volume de dados, em prática conhecida como dimensionamento elástico.

Outro aspecto positivo relacionado à contratação em nuvem diz respeito à escalabilidade e celeridade na resposta a variações de demanda.12 Isso se aplica, por exemplo, na incorporação de novas tecnologias de maneira mais ágil, evitando o risco de obsolescência de soluções geralmente bastante custosas. Isso porque os serviços em nuvem costumam ser executados em data centers seguros e constantemente atualizados com hardwares evoluídos, de maneira a buscar assegurar a qualidade e a eficiência dos serviços prestados.

Particularmente para o usuário, a computação em nuvem possui o adicional da praticidade no acesso e melhoria na qualidade de serviços.

Isso se dá especialmente porque essa função desobriga que os usuários estejam na presença de um computador tradicional ou adquira uma versão do serviço configurada apenas para uso em celulares.13

O armazenamento em nuvem também se apresenta como benéfico ao Poder Público em termos de risco de perda de dados, tendo em vista que a proteção do conteúdo armazenado em nuvem é realizada por provedor especializado na operação de serviços de nuvem e com capacidade de constantemente implementar padrões de segurança dos mais atualizados, inclusive para que possa se manter como um player competitivo no mercado.

Não são poucos os benefícios da contratação em nuvem em termos de proteção de dados pessoais e cibersegurança.

Isso porque os provedores de serviços em nuvem costumam empregar esforços na mitigação das vulnerabilidades dos seus sistemas e na introdução de controles de acesso e outras medidas de segurança mais rigorosas, demonstrando um constante aprimoramento nos seus serviços que buscam assegurar uma maior integridade aos dados tratados.14 Nesse sentido, quem opera sua própria infraestrutura vê-se obrigado por si só a lidar e resolver todas as questões de cibersegurança, tarefa árdua no mundo de hoje. Já como os serviços em nuvem, essa tarefa é tratada de forma massiva pelo próprio prestador do serviço, responsável por atualizar e proteger seus sistemas continuamente. Pode-se afirmar que a contratação de serviços em nuvem leva a mais cibersegurança, tornando-a desejável para o poder público.

Inovação e contratação em nuvem no Brasil

Nesse contexto de agenda de digitalização da prestação de serviços públicos, por meio da implementação do GovTech, e diante das vantagens identificadas na utilização de serviços de nuvem, vale notar os avanços na legislação brasileira alinhada a tais tendências.

Desde 2004, o incentivo a atividades relacionadas ao desenvolvimento tecnológico se faz presente, com a Lei nº 10.973/2004 (“Lei de Inovação”).15 Esta lei apresenta como alguns de seus princípios a promoção da competitividade empresarial (art. 1º, VII) e o incentivo à construção de ambientes favoráveis à inovação é às atividades de transferência de tecnologia (art. 1º, VIII). A lei também faz referência à possibilidade de cooperação internacional para fins de inovação e transferência de tecnologia (art. 19, §6º, VII), e à indução de inovação por meio de compras públicas (art. 19, §6º, IX).

A Lei nº 12.965/2014 (“Marco Civil da Internet”),16 por sua vez, previu expressamente o reconhecimento da escala mundial da rede (art. 2º, I), bem como fixou a preservação da estabilidade, segurança e funcionalidade da rede, por meio de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e pelo estímulo ao uso de boas práticas, como vetores do uso da internet no país (art. 3º, V). Essas disposições denotam um incentivo à adequação do Brasil aos padrões internacionais de uso da tecnologia em âmbito público.

Especificamente em relação à adoção de serviços de nuvem por órgãos e entidades públicas, destaca-se a Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (“EBTD”) elaborada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (“MCTI”) e concretizada por meio do Decreto 9.319/2018. No eixo de Transformação Digital do Governo, a Estratégia estabelece como objetivo geral tornar o governo “mais dinâmico e próximo da população, de forma a utilizar as tecnologias digitais para catalisar forças sociais e dinâmicas produtivas, para benefício da sociedade”. Entre os objetivos específicos, destacamos estão: (i) a promoção de integração e interoperabilidade de bases de dados governamentais; e (iv) a adoção de tecnologia de processos e serviços governamentais em nuvem como parte da estrutura tecnológica dos diversos serviços e setores da administração pública.

Essas normas jurídicas federais, editadas a partir de um desejo à inovação e construção de uma economia do conhecimento no Brasil, devem ser lidas em conjunto com uma série de resoluções, provimentos e decretos por parte da administração pública federal (ex.: Decreto nº 7.174/2010; IN nº 04/2014; Portaria MP/STI nº 20/2016), manifestações de Tribunais de Contas (decisão TCU nº 1.739/2015) e outras regulações setoriais.

Em razão disso, há exemplos de contratação de serviços de nuvem por governos no Brasil e internacionalmente. Exemplo interessante de adoção da tecnologia pelo Poder Público no Brasil é o Sistema Nacional de Informação de Segurança Pública (“Sinesp”), que adotou o Sinesp Cidadão, desenvolvido pela Microsoft em parceria com o Serpro, para a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Trata-se de um portal de aplicativos móveis do complexo Sinesp que aproxima o cidadão da segurança pública e viabiliza a operacionalização de procedimentos policiais.17

Dentre os países europeus, o Reino Unido publicou em 2013 sua estratégia denominada Government Cloud First Policy18, que consiste na adoção prioritária por órgãos e entidades governamentais de soluções em nuvem sobre outras soluções tecnológicas. Isso significa que departamentos públicos estão livres para adotar alternativas tecnológicas diversas, desde que demonstrem a vantagem (e.g., custo-benefício) da tecnologia escolhida em relação à adoção de serviços em nuvem. Exemplo concreto da implementação dessa agenda é a contratação, pela Scotland Yard, da Microsoft Azure, a fim de gerenciar os dados captados por 22 mil câmeras de segurança em Londres.

Adoção de serviços de nuvem e preocupações com localização de dados

No entanto, contrário ao cenário de adoção de serviços de nuvem, há determinados países que adotam regras de localização de dados, que exigem o armazenamento de dados nos limites das fronteiras jurisdicionais do país. Sua aplicação está, em geral, atrelada à viabilização de subsídios para indústrias locais de data center ou à preocupação com segurança nacional contra vigilância praticada por outros países.

Após as revelações de Edward Snowden em 2013, o debate sobre a localização dos dados ganhou força no Brasil. A presidência da República à época chegou a propor nova redação ao Marco Civil da Internet, cujo Projeto de Lei ainda estava em trâmite, objetivando a dispensa de licitação para contratações que pudessem comprometer a segurança nacional.19 Contudo, a proposta contou com uma forte reação negativa de empresas e entidades preocupadas com a localização forçada de dados no país,20 de forma que a redação final do MCI não abarcou tal demanda.21

A alegação de que a localização de dados seria benéfica tangencia questões de vigilância, controle e monitoramento, em nome da segurança nacional. A China e a Rússia, por exemplo, baseiam-se neste mesmo argumento para reter os dados de seus cidadãos, por meio da Lei de Cibersegurança e da Lei Federal n. 242-FZ, respectivamente. Ainda, a Índia conta atualmente com um projeto de lei de dados pessoais que também prevê que categorias de dados críticos sejam armazenadas unicamente em território nacional.22

Contudo, apesar do Brasil ser comumente associado a estes países por pertencer ao BRICS, a realidade do sistema jurídico brasileiro é muito distinta. Não há em vigor em nosso país algo como uma Lei de Cibersegurança chinesa ou uma Lei de Localização de Dados russa. Pelo contrário, a opção política e jurídica brasileira foi pela inviabilidade das regras de localização de dados e pela estruturação de tripé de direitos civis com relação a dados, por meio de uma legislação forte de acesso à informação (Lei de Acesso à Informação), uma carta de princípios para o uso da internet (Marco Civil da Internet) e uma legislação abrangente sobre a proteção de dados pessoais (LGPD).

Salvaguardas para a Computação em Nuvem favorecer a proteção de dados e a cibersegurança

Não obstante isso, no Brasil é possível diagnosticar discursos contrários à contratação de serviços de nuvem por órgãos público, baseados essencialmente argumento de risco à segurança nacional. Há também preocupação com a privacidade e a proteção de dados costuma ser apontada como obstáculo à disseminação da contratação de soluções em nuvem por órgãos e entidades do poder público.23

Contudo, a contratação de serviços de cloud computing na verdade reduz tais riscos. Em verdade, a opção por serviços em nuvem proporciona resultados positivos à proteção da privacidade e da cibersegurança, evitando a violação da integridade desses dados e a ocorrência de práticas indevidas de tratamento de dados.

Isso se dá porque, em primeiro lugar, impedir toda a uma gama de possibilidades, avanços, inovação e eficiência com base na alegação de riscos à soberania nacional mostra-se desarrazoado e, especialmente, desproporcional. Isso porque o princípio da eficiência na Administração Pública exige a adoção de soluções inovadoras, capazes de proporcionar um serviço não apenas mais econômico, como também mais adequado à consecução da sua função pública. Mais que isso, soluções de cloud computing apresentam vantagens consideráveis na prestação de serviço público mais adequado.

Em segundo lugar, referidos serviços contam com redundância de armazenamento, criptografia e escalabilidade. Enquanto a redundância corresponde à possibilidade de armazenamento de backups em diversos locais, evitando o risco de perda de dados em decorrência de erro humano, falhas mecânicas ou desastres naturais,24 a criptografia condiciona o acesso e a habilidade de uso dos dados apenas a pessoas autorizadas. Já a os benefícios de escalabilidade permitem a otimização dos recursos investidos nesse setor e o fornecimento de respostas mais rápidas aos incidentes de segurança da informação.25 Esses fatores podem ser, por exemplo, incluídos no edital de contratação.

Em terceiro lugar, há crescente investimento das prestadores de serviço em nuvem em pesquisa e desenvolvimento de segurança da informação, o que explicita o fato de que há maiores garantias de segurança em servidores privados.26 Prova disso é que, em pesquisa realizada pela Gartner, Inc. In com 480 organizações da Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, Cingapura, Reino Unido e Estados Unidos, identificou-se que os gastos com segurança na nuvem a nível global pretendem alcançar o montante de US$ 459 milhões em 2019.27 Além disso, destacam-se iniciativas como a Cloud Security Alliance (CSA), organização internacional dedicada a gerar conscientização através de boas práticas voltadas a assegurar um ambiente em nuvem mais seguro.28

Importante ressalvar que não se argumenta ser o tratamento de dados pessoais por meio de serviços em nuvem isento da possibilidade de tratamento indevido.2930 No entanto, a manutenção de data centers próprios em território nacional não necessariamente evita essa questão, ao contrário. Essa situação foi ilustrada em grande escala com o ataque internacional coordenado pelo ransomware WannaCry em 2017, e que teve os órgãos públicos como principais alvos. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, por exemplo, teve mais de mil terminais locais foram afetados pelo ataque.31

Nesse cenário, a adoção de solução em nuvem é capaz de mitigar ou evitar algumas ameaças de segurança recorrentes, a exemplo daquelas que envolvem o furto ou a danificação de hardware, ou ainda, ataques realizados por conta de ausência de atualização de software ou sistemas.

Do mesmo modo, a existência de uma gestão de segurança centralizada nos provedores de serviço em nuvem costuma ser mais eficiente que os esforços locais empreendidos pelos profissionais locais de tecnologia da informação, que costumam ter experiências de segurança da informação limitadas e menos incentivos para manter atualizadas no estado da arte seu aparato de defesa contra ataques.32

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O presente artigo é fruto de estudo elaborado pelo escritório Pereira Neto | Macedo com o apoio de Rafael Zanatta, Juliana Pacetta Ruiz, Pedro Henrique Espagnol de Farias, Isabela Garcia de Souza, Letícia Rodrigues Vicente e Daniel Augusto do Nascimento Batista.

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1 AYMERICH, Francesco Maria; FENU, Gianni; SURCIS, Simone. An approach to a Cloud Computing network. First International Conference on the Applications of Digital Information and Web Technologies (ICADIWT), 2008.

2 WANG, Lizhe; LASZEWSKI, Gregor von; KUNZE, Marcel; TAO, Jie. Cloud computing: a perspective study. J New Generation Computing, 28 (2010), p. 1-11.

3 WEISS, Aaron. Computing in the Clouds, NW Research, December 2007. Disponível em: https://www.computing.dcu.ie/~ray/teaching/CA485/notes/01_computing_in_the_clouds.pdf. Acesso em 18/03/2019.

4 Ibid.

5 WANG, Lizhe; LASZEWSKI, Gregor von; KUNZE, Marcel; TAO, Jie. Cloud computing: a perspective study. J New Generation Computing, 28 (2010), p. 1-11.

6 Nesse sentido, destaca-se o estudo “Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil”, realizado pelo consórcio formado por McKinsey & Company, Fundação CPqD e Pereira Neto | Macedo Advogados, e promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Esse estudo procurou mapear os desafios tecnológicos e econômicos inerentes ao desenvolvimento de IoT no Brasil – abordando inclusive os aspectos relacionados à contratação em nuvem – , bem como as questões jurídicas e regulatórias atinentes ao tema. Estudo disponível em: https://www.bndes.gov.br/wps/wcm/connect/site/f9582d36-4355-4638-b931-e2e53af5e456/8B-relatorio-final-plano-de-acao-produto-ambiente-regulatorio.pdf?MOD=AJPERES&CVID=m7tyLs1. Acesso em: 18/03/2019.

7 WANG, Lizhe; LASZEWSKI, Gregor von; KUNZE, Marcel; TAO, Jie. Cloud computing: a perspective study. J New Generation Computing, 28 (2010), p. 1-11.

8 MARGETTS, Helen; DUNLEAVY, Patrick. Better Public Services through e-government: Academic Article in support of Better Public Services through e-government. 2002.

9 HELLER, Nathan. Estonia, the digital republic. The New Yorker, 18/12/2017. Disponível em: https://www.newyorker.com/magazine/2017/12/18/estonia-the-digital-republic. Acesso em 18/03/2019.

10 Disponível em: https://www.ceibal.edu.uy/en/institucional. Acesso em: 18/03/2019.

11 SANTOS, Tadeu Cariolano dos; SILVA, Wesley Vaz. Adoção da computação em nuvem pelo serviço público do Brasil. In: FIGUEIREDO, Rejane Maria da Costa; SANTOS, Rildo Ribeiro Dos; FREITAS, Sérgio Antônio Andrade de (Org.). Governança em tecnologia de informação e comunicação para o setor público. Brasília: TCU, 2018. p. 161.

12 Ibid.

13 AYMERICH, Francesco Maria; FENU, Gianni; SURCIS, Simone. An approach to a Cloud Computing network. First International Conference on the Applications of Digital Information and Web Technologies (ICADIWT), 2008.

14 A new era for European public services – Cloud computing changes the game. Accenture, 2013. Disponível em: https://www.accenture.com/t20150527T211057__w__/fr-fr/_acnmedia/Accenture/Conversion-Assets/DotCom/Documents/Local/fr-fr/PDF_4/Accenture-New-Era-European-Public-Services-Cloud-Computing-Changes-Game.pdf. Acesso em: 18/03/2019.

15 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2004-2006/2004/Lei/L10.973.htm. Acesso em: 18/03/2019.

16 Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm. Acesso em: 18/03/2019.

17 Disponível em: http://intra.serpro.gov.br/linhas-negocio/catalogo-de-solucoes/solucoes/mobile/sinesp-cidadao. Acesso em: 18/03/2019.

18 Disponível em: https://www.gov.uk/guidance/government-cloud-first-policy. Acesso em: 18/03/2019.

19 CARVALHO, Jailton. Decreto cria sistema de comunicação de dados para administração pública, Jornal O Globo, 05/11/2013. Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/decreto-cria-sistema-de-comunicacao-de-dados-para-administracao-publica-10688473 . Acesso em 18/03/2019.

20 CRUZ, Francisco Carvalho de Brito. Direito, democracia e cultura digital: a experiência de elaboração legislativa do Marco Civil da Internet. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. São Paulo, 2015, p. 111- 115.

21 Art. 11. Em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, de dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorra em território nacional, deverão ser obrigatoriamente respeitados a legislação brasileira e os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros.

§ 1º O disposto no caput aplica-se aos dados coletados em território nacional e ao conteúdo das comunicações, desde que pelo menos um dos terminais esteja localizado no Brasil.

23 GASSER, Urs. Cloud Innovation and the Law: Issues, Approaches, and Interplay. Working Paper No 2013/21, Agosto de 2013. Disponível em: https://dash.harvard.edu/bitstream/handle/1/16460372/Gasser2014-7.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 18/03/2019.

24 LEONARDI, Marcel; MORI, Celso. Garantias da segurança do armazenamento em nuvem. Conjur, 14/03/2019. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2019-mar-14/opiniao-garantias-seguranca-armazenamento-nuvem. Acesso em: 18/03/2019.

25 MARSTON, Sean; LI, Zhi; BANDYOPADHYAY, Subhajyoti; ZHANG, Juheng; GHALSASI, Anand. Cloud computing – The business perspective. Decision Support Systems, 51(1), 2011, p. 176–189.

26 Ibid.

27 Gartner Forecasts Worldwide Information Security Spending to Exceed $124 Billion in 2019. Gartner, 15/08/2018. Disponível em: https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases/2018-08-15-gartner-forecasts-worldwide-information-security-spending-to-exceed-124-billion-in-2019. Acesso em: 18/03/2019.

28 Disponível em: https://cloudsecurityalliance.org/about/. Acesso em: 18/03/2019.

29 SANTOS, Tadeu Cariolano dos; SILVA, Wesley Vaz. Adoção da computação em nuvem pelo serviço público do Brasil. In: FIGUEIREDO, Rejane Maria da Costa; SANTOS, Rildo Ribeiro Dos; FREITAS, Sérgio Antônio Andrade de (Org.). Governança em tecnologia de informação e comunicação para o setor público. Brasília: TCU, 2018. p. 162.

30 FRIEDMAN, Allan A.; WEST, Darrell M. Privacy and Security in Cloud Computing. Issues in Technology Innovation, Nº 3, Outubro de 2010. Disponível em: http://ent.cs.nccu.edu.tw/drupal/files/privacySecurityInCloudComputing(Brookings).pdf. Acesso em: 18/03/2019.

31 CAPELAS, Bruno. No Brasil, órgãos públicos foram os mais afetados pelo WannaCry. Link, Estadão, 28/05/2017. Disponível em: https://link.estadao.com.br/noticias/cultura-digital,no-brasil-orgaos-publicos-foram-os-mais-afetados-pelo-wannacry,70001816480. Acesso em: 18/03/2019.

32 FRIEDMAN, Allan A.; WEST, Darrell M. Privacy and Security in Cloud Computing. Issues in Technology Innovation, Nº 3, Outubro de 2010. Disponível em: http://ent.cs.nccu.edu.tw/drupal/files/privacySecurityInCloudComputing(Brookings).pdf. Acesso em: 18/03/2019.


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