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Veja o que vem depois do carnaval

Odebrecht, TSE, depoimento de Lula e manifestações prometem agitar o cenário político

Todo carnaval tem seu fim. E, em 2017, o encerramento do feriado promete movimentar os cenários político e jurídico do país.

Delação do fim do mundo
A Procuradoria-Geral da República deve entregar ao Supremo Tribunal Federal os primeiros pedidos de abertura de inquéritos a partir das delações dos 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht. A expectativa é de que sejam centenas de pedidos de investigação, arquivamento, redistribuição de casos para instâncias inferiores e todos envolvendo políticos governistas e oposicionistas.  Os primeiros pedidos devem chegar ao STF na próxima semana. Os procuradores devem requerer ao STF que, junto com os inquéritos, seja derrubada parte do sigilo das colaborações. Devem permanecer em segredo fatos que possam ter efeito para a produção de provas das apurações.

Após a chegada do material, o ministro Edson F achin, relator da Lava Jato, vai analisar os pedidos da PGR. Só após essa etapa, é que começarão as apurações sobre fatos delatados pela Odebrecht. No Supremo, há apostas de que a avaliação que será feita por Fachin possa demorar alguns dias. Isso porque o ministro teria indicado que pretende fazer uma análise criteriosa do que vem sendo chamada de a segunda lista de Janot.

 

Cassa ou não cassa?
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu ouvir cinco delatores da Odebrecht nas ações que pedem a cassação da chapa Dilma/ Temer. O primeiro a falar no processo é o empresário Marcelo Odebrecht, que será ouvido nesta quarta-feira de cinzas. Também serão ouvidos até o dia 6 Claudio Melo Filho, Alexandrino Ramos, Benedicto Barbosa Junior e Fernando Reis que contaram aos procuradores questões relacionadas à campanha da chapa Dilma-Temer em 2014.

Os depoimentos devem ser um dos últimos atos da produção de provas das ações. Na sequência, o relator, ministro Herman Benjamin deverá pedir para o Ministério Público e as partes interessadas se manifestarem. Com o material em mãos, o relator vai elaborar um voto e liberar para o julgamento em plenário. Caberá ao presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, marcar a data. Não há prazo previsto.

Réu

 No dia 17 de março, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestará depoimento como réu na Justiça Federal do Distrito Federal. A fala será na ação penal na qual o petista é acusado de participação na tentativa de compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para evitar sua delação. Lula ainda é réu em outras quatro ações penais na Justiça do DF e do Paraná, além de responder a dois inquéritos no STF.
Bloco nas ruas
Após articulações de políticos discutindo medidas que possam impactar na Lava Jato, o Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua, convocaram manifestações para 26 de março. O objetivo é fazer um movimento em favor da preservação da Operação Lava-Jato e defender bandeiras como o fim do foro privilegiado e do estatuto do desarmamento.


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