Eleições 2022

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Saiba quem são os pré-candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro em 2022

Disputa segue indefinida à direita e à esquerda, com candidatos como Romário, Alessandro Molon e Marcelo Crivella

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Plenário do Senado / Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Em 2022, o Rio de Janeiro vai eleger em outubro um senador para ocupar a cadeira de Romário (PL) no Senado, que ficará vaga no final deste ano. Os nomes dos candidatos têm de ser definidos nas convenções partidárias até 5 de agosto, e, 10 dias depois, registrados junto à Justiça Eleitoral. Mas alguns pré-candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições 2022 já estão colocados na disputa.

Neste estágio da corrida eleitoral, os pré-candidatos disputam por apoio nos palanques. Reduto eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, vários dos postulantes da direita são alinhados ao chefe do Executivo. Romário é do mesmo partido de Bolsonaro, mas representantes do MDB, União-Brasil, Republicanos e Avante também querem conquistar a ala conservadora.

Por outro lado, à esquerda, as alianças nacionais tornam mais intrincada a composição das chapas e a definição dos nomes. O PT firmou federação partidária com PV e PCdoB, além da aliança com o PSB.

Confira a lista com os possíveis candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2022

Romário (PL)

O senador Romário tem 56 anos e nasceu no Rio Janeiro. Antes de ingressar na política, ele ficou nacionalmente conhecido como jogador de futebol e integrou a seleção brasileira. A carreira no esporte, que começou em 1985, foi até 2007. Nesse período, chegou a cursar Educação Física, mas não concluiu a graduação. Em 2010, Romário conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PSB. Em 2014, foi eleito senador para a legislatura que se encerra neste ano. Pai de uma menina com Síndrome de Down, destacou-se por ter sido autor de projetos voltados para pessoas com deficiência. Em outubro, deve ser o candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro, em busca da reeleição e de se cacifar como o candidato de Bolsonaro no estado fluminense, berço eleitoral do presidente. Segundo as pesquisas de intenção de voto, atualmente é o candidato favorito ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Ivanir dos Santos (PDT)

Carioca, Ivanir dos Santos, 68 anos, é pós-doutor em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), militante do Movimento Negro e babalaô do candomblé de Keto. Na administração pública, colaborou com a implantação da secretaria de Direitos Humanos do estado. Em 2008, criou a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, após episódio de intolerância religiosa. Dez anos depois, ele tentou se candidatar ao Senado pelo PPS, mas teve a indicação barrada por dirigentes do partido. Em abril, migrou para o PDT e deve ser o candidato do partido ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Alessandro Molon (PSB)

Alessandro Molon, 50 anos, nasceu em Belo Horizonte (MG), mas cresceu no Rio de Janeiro. É advogado e mestre em História e chegou a trabalhar como professor na rede pública. Ingressou na política em 2003 quando, filiado ao PT, se elegeu deputado estadual pela primeira vez. Em 2006, foi reeleito. Atualmente, cumpre o 3º mandato na Câmara dos Deputados. Nesse período, foi relator do Marco Civil da Internet, em 2014, ano em que deixou o PT pela Rede. Está desde 2018 no PSB e deve ser o candidato do partido para o Senado pelo RJ nas eleições de 2022.

Daniel Silveira (PTB)

Daniel Silveira tem 39 anos e é natural do Rio de Janeiro. Foi policial militar do estado até 2018, quando disputou as eleições para deputado federal, conquistando a cadeira pelo PSL, então partido do presidente Jair Bolsonaro. Durante a campanha, ficou conhecido após quebrar uma placa urbana que levava o nome da vereadora Marielle Franco, assassinada naquele ano. Ele foi condenado pelo STF por incitar ataques à Corte. Contudo, Bolsonaro concedeu a ele o indulto da graça, que o livrou da pena. Apesar de Daniel Silveira insistir na candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro, Silveira deve ser considerado ficha-suja.

André Ceciliano (PT)

André Ceciliano nasceu no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito. Contudo, trabalhou no mercado financeiro e teve uma corretora de valores. Em 1989, decidiu participar da política e se filiou ao PT. Foi eleito pela primeira vez em 1998, para o cargo de deputado estadual, aos 30 anos. Anos depois, foi eleito prefeito de Paracambi. Ceciliano voltou à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2011, e foi reeleito para mais dois mandatos. Atualmente, é presidente da Casa e será o candidato do PT ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Luciana Boiteux (PSOL)

A advogada e professora universitária de 47 anos nasceu no Rio de Janeiro e se define como feminista e militante dos direitos humanos. Luciana Boiteux se destacou na área de Direito Criminal, em processos que foram parar no STF relacionados à violência obstétrica, garantia de direitos a detentos na pandemia, direito ao aborto e descriminalização de usuários de drogas. Em 2016, se lançou à prefeitura do Rio de Janeiro como vice na chapa de Marcelo Freixo, que perdeu a disputa para Marcelo Crivella. Nas eleições de 2018, concorreu a uma vaga de deputada federal. Agora deve ser a candidata do PSOL ao Senado pelo RJ.

Marcelo Crivella (Republicanos)

Ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, 64 anos, é cotado para disputar novo mandato de senador pelo estado fluminense, cargo que já exerceu de 2002 a 2010, logo na primeira eleição que disputou. Ao final da legislatura, foi reconduzido à cadeira. Nesse período, em 2012, se licenciou para chefiar o Ministério da Pesca e Aquicultura no governo da presidente Dilma Rousseff. Antes de se tornar político, Crivella foi oficial do Exército, se formou em engenharia civil e depois virou pastor da Igreja Universal. Crivella pode ser o candidato do Republicanos ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições 2022.

Washington Reis (MDB)

Washington Reis, 55 anos, é empresário e começou a carreira política há 30 anos. Em 1992, foi eleito vereador de Duque de Caxias, cidade onde nasceu. Dois anos depois, se elegeu deputado estadual, sendo reconduzido por mais dois mandatos. Em seguida, assumiu a prefeitura do município. Em 2010, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Seis anos mais tarde, foi novamente eleito prefeito e se desincompatibilizou do cargo em abril deste ano para poder ser o candidato do MDB ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de outubro.

Marcelo Itagiba (Avante)

O advogado carioca de 66 anos atuou como delegado da Polícia Federal. Na organização foi chefe da seção de Fiscalização do Tráfego Internacional. Chegou a ser assessor especial do Ministério da Saúde em 1999, na gestão de José Serra (PSDB). Em 2002, assumiu a Superintendência da PF no Rio de Janeiro. No ano seguinte, deixou a corporação para se filiar ao então PMDB, quando foi secretário de segurança do estado. Em 2006, Itagiba foi eleito deputado federal. O relatório final da CPI das Milícias do estado do Rio apontou a suposta ligação de Itagiba com esses grupos criminosos, o que ele nega. Em 2009, trocou o PMDB pelo PSDB, e depois pelo Avante, partido pelo qual deve disputar as eleições 2022 como candidato ao Senado pelo RJ.

Clarissa Garotinho (União-Brasil)

Clarrisa Garotinho tem 39 anos e é jornalista, além de filha de Anthony e Rosinha Garotinho, que já governaram o Rio de Janeiro. Aos 20 anos, foi dirigente da União Nacional dos Estudantes e disputou o primeiro cargo público em 2008, quando se elegeu vereadora na cidade do Rio de Janeiro. Em 2012, foi eleita deputada estadual. Dois anos depois, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, para qual foi reconduzida em 2018. Ao longo desse período, Clarissa Garotinho se licenciou para chefiar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação na gestão de Marcelo Crivella. Ela já passou por 8 partidos: PMDB, PDT, PSB, PR, DEM, PRB, Pros e por fim, União-Brasil, legenda pela qual deve disputar uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro.

Otoni de Paula (MDB)

O pastor evangélico nasceu em Niteroi (RJ) e tem 45 anos. Ele está no primeiro mandato como deputado federal e é vice-líder do governo na Câmara. Antes, foi vereador na cidade do Rio de Janeiro. Na curta carreira política, já passou por quatro partidos: PSDC, PEN, PSC e MDB. Em 2020, foi incluído pelo Supremo no inquérito que apura atos antidemocráticos, após gravar um vídeo em que xinga o ministro Alexandre de Moraes. Otoni de Paula também pode ser o candidato do MDB ao Senado pelo RJ nas eleições 2022.

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