Saúde

Pandemia

Estados receberão ao menos 10 novos leitos de UTI para pacientes com coronavírus

Distribuição começa nesta terça-feira e, inicialmente, São Paulo será contemplado com o maior número totalizando 80 leitos

financiamento da saúde
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Taguatinga. Foto: Marcello Casal JR/ABr

O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (16/03) como ficará a distribuição de leitos extras de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), locados pelo governo federal exclusivamente para o tratamento de pacientes com coronavírus. Cada estado receberá no mínimo 10 leitos e o número máximo de unidades dependerá da quantidade de habitantes por estado. Os leitos serão compostos por cama, respirador, monitor multiparamétrico, bombas de infusão e oxímetros.

Receberão 10 leitos: Amazonas, Roraima, Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Piauí, Alagoas, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Paraíba. Os estados de Goiás, Maranhão, Pará, Ceará, Pernambuco e Santa Catarina vão receber 20 leitos cada um. Rio Grande do Sul e Paraná receberão 30 leitos cada. Rio de Janeiro e Bahia serão contemplados cada um com 40 leitos. Minas Gerais receberá 50 leitos. E o estado de São Paulo, mais populoso do país e até o momento com o maior número de casos confirmados, receberá 80 leitos.

Os primeiros 200 equipamentos começam a ser transportados de caminhão a partir desta terça-feira (17/03) e os demais 340 a partir da próxima semana. Os equipamentos deverão ser entregues em até 10 dias, a contar desta segunda-feira. As unidades serão financiadas pelo período de seis meses, podendo ser prorrogado por mais seis meses.

Os critérios para a distribuição dos equipamentos foram definidos pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e a lista de distribuição foi entregue ao Ministério da Saúde ainda nesta segunda.

Até 2 mil leitos podem ser disponibilizados

Segundo o presidente do Conass, Alberto Beltrame, esse número é uma reserva técnica inicial. Posteriormente, até 2 mil poderão ser locados. Para isso, os estados devem solicitar e ter aprovado o pedido.

O Ministério da Saúde já prepara pregão para a compra desses outros leitos, que serão volantes e de instalação rápida. O investimento previsto para a compra é de R$ 396 milhões, e de R$ 260 milhões para o custeio durante seis meses.

A distribuição dessa nova leva de unidades deverá obedecer critérios populacionais, além do número de casos graves confirmados por estado. Os estados disponibilizarão equipes e espaço e devem solicitar o pedido, que será avaliado pelo ministério.

“Nossa estratégia é utilizar quartos/enfermarias convencionais. Se a enfermaria tiver três leitos, por exemplo, retiro dois, instalo os equipamentos e transformo este num leito de cuidados intensivos com todos os recursos de uma UTI. Dessa forma não comprometo as UTI convencionais, que seguirão seu trabalho, e acrescento capacidade instalada adicional. Na medida que forem surgindo novos casos, acrescento mais dois leitos. Surgindo um quarto caso, isolo uma segunda enfermaria e assim por diante”, afirmou o presidente do Conass ao JOTA.


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