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Anvisa vai ouvir instituições na reavaliação do agrotóxico Carbendazim

Iniciativa tem como objetivo avaliar quais seriam os reflexos do banimento do produto à produção agrícola

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Pulverização de defensivo agrícola. Crédito: Agência Brasil

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta (27/4), ouvir representantes de outras instituições, como o Ministério da Agricultura, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no processo (25351.945793/2019-57) de reavaliação toxicológica do agrotóxico Carbendazim.

A iniciativa tem como objetivo avaliar quais seriam os reflexos do banimento do produto à produção agrícola, mensurar a necessidade de um plano de risco ambiental para o descarte do agrotóxico e ter subsídios para uma eventual estratégia para lidar com estoques.

A diretora Cristiane Jourdan, relatora no processo, afirmou haver evidências de que o Carbendazim possui efeito de mutagenicidade, carcinogenicidade e toxicidade para seres humanos. Para ela, a criação de uma instrução regulatória sobre o tema mostra o protagonismo da agência.

Cristiane considerou desnecessária a consulta a outras instituições. “Ouvir outras entidades apenas posterga uma decisão relevante para a saúde pública”. Em seu relatório, a diretora já havia sugerido o banimento do produto.

A discussão sobre o efeito tóxico do Carbendazim se desenrola desde 2019.