Saúde

Pandemia

Anvisa aprova uso emergencial do Molnupiravir para Covid-19

Diretores destacaram que é preciso monitorar o uso do medicamento por meio do sistema de vigilância da agência

internacionalização da Anvisa
Diretoria colegiada da Anvisa em reunião extraordinária. Crédito: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial do medicamento Molnupiravir para tratamento de Covid-19. O medicamento é produzido pela empresa Merck Sharp & Dohme (MSD). A decisão ocorreu na tarde desta quarta-feira (4/5), em reunião extraordinária da diretoria colegiada. O medicamento poderá ser usado apenas sob prescrição médica.

Na decisão unânime do colegiado, diretores destacaram a necessidade de monitorar o uso do medicamento por meio do sistema de vigilância da agência, o Vigimed.

“Não é uma pílula milagrosa”, disse o diretor presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, ao ler seu voto sobre o medicamento. Assim como demais diretores, ele destacou a necessidade de acompanhar eventuais registros de efeitos adversos do remédio. A recomendação segue parâmetros já definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que também recomenda o acompanhamento cuidadoso do medicamento.

Em comunicado oficial divulgado logo após a decisão da Anvisa, o presidente da MSD no Brasil, Hugo Nisembaum, comemorou a medida da Anvisa. O medicamento tem uso permitido em 17 países. Entre eles, Reino Unido, Austrália, Japão, México, Peru e Colômbia.

Com a liberação da agência, a empresa pretende dar continuidade nas negociações para transferência de tecnologia do antiviral à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A Anvisa já aprovou outros quatro medicamentos contra a Covid-19: o Rendesivir, o Sotrovimabe, o Paxlovid e o Evusheld.

A relatora do processo de aprovação para uso emergencial do Molnupiravir na Anvisa, Meiruze Freitas, ressaltou durante a leitura do seu voto que a pandemia não acabou. Ela lembrou que a vacina continua sendo a forma mais eficaz para prevenção da Covid-19. Meiruze também destacou a importância de se manter a testagem de casos suspeitos da doença. A estratégia, emendou, é essencial para identificar rapidamente casos, fazer isolamento e para haver maior controle sobre o comportamento da infecção no país.

Em abril, o Ministério da Saúde incorporou ao SUS o primeiro medicamento para o tratamento da Covid-19 — o baricitinibe. A incorporação do Monulpiravir pelo SUS ainda deve ser avaliada pela pasta.