Tributos & Empresas

TRF3

Executivos da corretora Gradual viram réus por gestão fraudulenta

MPF-SP denunciou suposto esquema envolvendo emissão de debêntures sem lastro

Ministério Público Federal em São Paulo

Dois executivos da corretora Gradual Investimentos viraram réus num esquema que apura suposta gestão fraudulenta, desvio de recursos, emissão de debêntures sem lastro de fundos e uso de documentos falsos. O juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, recebeu denúncia do Ministério Público Federal no último dia 5.

De acordo com o MPF em São Paulo, Fernanda Ferraz de Braga Lima e Gabriel Paulo Gouvêa de Freitas Júnior, em parceria da contadora Meire Bomfim da Silva Poza e do corretor Fabrício Fernandes Ferreira da Silva, participaram de um esquema que teria perdurado de janeiro de 2016 a agosto de 2017.

Os procuradores da República Rodrigo de Grandis e Silvio Luís Martins de Oliveira entenderam que os controladores da Gradual emitiram 3 mil debêntures (títulos de dívida de empresas privadas) por meio da ITS@ (Integrated Tecnology Systems) sem lastro.

A procuradoria afirma que a gestão fraudulenta se deu após fundos de investimento geridos pela Gradual subscreverem as debêntures emitidas sem lastro pela ITS@.

A origem dos recursos usados para a compra dos debêntures sem lastro veio de aportes realizados pelo Regime de Previdência Privada do município de Campos dos Goytacazes (RJ), que investiu R$ 41,5 milhões no Fundo Tower Bridge, que aplicou R$ 39,5 milhões no OAK FIRF, administrado pela Gradual”, informou o MPF-SP em nota.

Na acusação, o MPF sustenta que após capitalizar com a emissão das debêntures, o dinheiro saía da conta de Gabriel para a de Fernanda. Ela, por sua vez, enviava o recurso aos cofres da Gradual.

Durante as investigações, os executivos chegaram a ser presos preventivamente, mas obtiveram habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) e, agora, responderão ao processo em liberdade.

Em maio, a corretora foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central.

O JOTA não conseguiu contato com a defesa dos executivos, que sempre negaram a prática de crimes na gestão da Gradual.


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