Legislativo

Câmara dos Deputados

Lira: novo programa de renda básica depende de votação da PEC emergencial

Arthur Lira (PP-AL) disse ainda que seu adversário, Baleia Rossi (MDB-SP), é tão base do governo quanto ele

Arthur Lira discursa em plenário
Deputado Arthur Lira (PP-AL) / Crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado Arthur Lira (PP-AL) afirmou na segunda-feira (11/01), em entrevista coletiva, que um novo programa de renda básica só poderá ser discutido quando o orçamento for aprovado e após a votação da PEC emergencial. As duas aprovações são essenciais, na avaliação do deputado, para “poder abrir espaço no orçamento”.

Questionado sobre as prioridades de votação, Lira definiu, em grau de importância:

  1. a PEC emergencial (que ainda tramita no Senado),
  2. a reforma administrativa (já em tramitação na Câmara)
  3. a reforma tributária (já em tramitação na Câmara).

A avaliação do progressista é de que a reforma tributária pode ser votada pelos deputados ainda no primeiro semestre de 2021 em deliberações presenciais – que para o candidato precisam ser retomadas.


O debate em torno da possibilidade de recriação do auxílio emergencial está presente nas discussões do meio político. Lira já havia defendido a retomada do benefício quando do lançamento de sua candidatura no final de 2020 e seu principal adversário, Baleia Rossi (MDB-SP), também defendeu o tema.

A afirmação de que será preciso “casar” a votação de um novo programa de renda básica com a discussão orçamentária busca garantir o discurso de responsabilidade fiscal. A fala também afasta as acusações de que seria um presidente sem compromisso com os pilares da economia.

Já a defesa da retomada das sessões presenciais atende a apelo dos parlamentares. Assim como o compromisso de que em sua eventual gestão haverá previsibilidade para os trabalhos e que os temas serão pautados de acordo com o posicionamento da maioria interna e não sob o comando do Planalto. “Vamos pautar temas que estejam maduros”, disse.

Lira assumiu ainda o compromisso de antecipar as reuniões de líderes para discussão das pautas para as quintas-feiras das semanas anteriores às votações. Hoje, as reuniões são realizadas às terça-feiras, horas antes do início das sessões deliberativas.

“Para os deputados se prepararem sobre como irão votar e terem tempo de ler os relatórios”, disse o deputado.

Arthur Lira definiu como parte da agenda de candidato entrevistas coletivas todas as segundas-feiras pela manhã, até a data da eleição.


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