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Dodge: Será que prisão não deveria ser para crimes realmente graves?

Chefe do MP cobra debate sobre penas alternativas e vê cadeias para crimes violentos e decorrentes da corrupção

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, questionou nesta sexta-feira (23/2) se as cadeias brasileiras não deveriam abrigar pessoas que cometem crimes graves, violentos e decorrentes da corrupção.

A chefe do Ministério Público afirmou que as autoridades precisam discutir a importância de o sistema de justiça refletir sobre a aplicação de penas alternativas como a prestação de serviços à comunidade, a reparação efetiva dos danos, o uso de tornozeleiras eletrônicas e a oferta de cursos de capacitação a jovens infratores, sendo que deveriam ser preso quem comete crimes como corrupção, homicídio e roubo.

Doge chamou atenção para o fato de o Brasil ter uma das maiores populações carcerárias do mundo. Atualmente, o país registra   mais de 686 mil presos sob a custódia de 98 mil agentes.“Será que não deveríamos deixar as prisões apenas para quem comete crimes realmente graves, violentos e esses decorrentes da corrupção que tanto mal causam à sociedade?”, questionou.

Segundo Dodge, “os crimes maios violentos são aqueles que têm os mandados de prisão cumpridos mais lentamente. E os menos violentos, quase sempre são cumpridos mais rapidamente”.

A chefe do MP afirmou que é preciso “que façamos um diagnóstico da situação e que a partir desses dados possamos agir para, efetivamente, tirar a Constituição do papel”.

A procuradora reforçou a necessidade de o Supremo  manter o atual do entendimento permite o início da execução da pena após condenação em segunda instância e a necessidade de consolidação do cadastro nacional de presos. Dodge participou do  lançamento do Plano Geral de Atuação (PGA) do Ministério Público de Goiás para o biênio 2018/2019, realizado em Goiânia.


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