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Corregedor do CNJ pede informações a juíza da Lava Jato sobre perfil com seu nome

Perfil “juíza Gabriela Hardt sincera”, atribuído a fãs, tem feito ataques ao Supremo e a ministros da Corte

Foto: reprodução

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, abriu, nesta sexta-feira (15/3), um pedido de providências para que a juíza federal substituta Gabriela Hardt, que atua na Lava Jato no Paraná, esclareça se tem conhecimento de um perfil no Twitter que faz críticas ao Supremo Tribunal Federal.

O perfil @GabrielaHardt se intitula como “juíza Gabriela Hardt sincera”, traz na biografia um anúncio de que se trata de um espaço dedicado aos fãs da magistrada e que “não temos qualquer vínculo com ela. Esse perfil ainda replica o bordão do presidente Jair Bolsonaro: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

A intenção do corregedor é saber se Hardt, que chegou a condenar o ex-presidente Lula  a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio de Atibaia, autorizou o uso de seu nome ou se adotou alguma providência para evitar a ação.

Martins avalia que o procedimento tem com objetivo esclarecer a situação e alerta a sociedade, que pode ser levada a acreditar que as postagens refletem o posicionamento da magistrada.

A decisão do Corregedor vem na esteira da ofensiva do Supremo Tribunal Federal que abriu inquérito para apurar ataques ao tribunal. O foco das investigações serão ações criminosas, que incitem a violência contra o tribunal e os ministros e não críticas apenas.

Reservadamente, ministros avaliam que há um movimento para tentar deslegitimar os ministros e suas decisões, sendo que essas ações têm tido fôlego especialmente no ambiente virtual.


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