Justiça

Chacina de Unaí

Após uma década, mandante da Chacina de Unaí é condenado a 99 anos de prisão

Réu aguardará julgamento de recurso em liberdade

Chacina de Unaí Fotos Públicas

Após quase 12 anos, os acusados pelo crime que ficou conhecido como Chacina de Unaí começaram a ser julgados. Nesta quinta-feira (5/11), o ex-prefeito da cidade Antério Mânica, acusado de ter mandado matar os auditores fiscais do Ministério do Trabalho, recebeu a pena de 99 anos, 11 meses e quatro dias de reclusão. Ele foi a júri popular no Tribunal de Justiça Federal em Belo Horizonte.

Na semana passada, o irmão dele, o fazendeiro Norberto Mânica e o empresário José Alberto de Castro foram também condenados. O fazendeiro era acusado de encomendar os assassinatos e recebeu pena de 98 anos, seis meses e 24 dias.

Já Alberto de Castro, acusado de intermediar a chacina, foi condenado a 96 anos, cinco meses e 22 dias. O empresário chegou a confessar a encomenda da morte de um dos fiscais.

Ainda falta ser julgado o empresário Hugo Pimenta, que firmou delação premiada com o Ministério Público Federal. O júri está marcado para o dia 10 de novembro.

O crime aconteceu em janeiro de 2004 na cidade de Unaí, noroeste de Minas Gerais. Três auditores fiscais e o motorista de uma equipe que investigava denúncias de trabalho escravo em uma fazenda da cidade foram mortos. A região era a maior produtora de feijão do país, e Mânica um dos maiores exportadores mundiais da leguminosa.

Os réus vão aguardar o julgamento do recurso em liberdade. Isso porque, segundo a assessoria de imprensa do MPF-MG, o  juiz federal Murilo Fernandes de Almeida, que presidiu os júris, alegou que o réu aguarda solto o julgamento, ele também poderá aguardar a decisão dos recursos em liberdade. Além disso, Antério Mânica recebeu tal direito por ser réu primário.

Em 2013, outros três acusados pelo crime também foram condenados e pegaram de 56 a 94 anos de cadeia. Eles teriam sido contratados para matar os fiscais. Ao todo, o processo tinha nove réus, mas Francisco Elder Pinheiro, acusado de ter contratado os pistoleiros, morreu há dois anos e Humberto Ribeiro dos Santos alega que teve a pena prescrita.


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