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Bastidores da Corte

O novo dono da cobertura do Supremo

No Poder em que antiguidade é posto, a cobertura do tribunal foi ocupada por Celso de Mello por anos

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Foto: Mauro Burlamaqui/SCO/STF

Não tivesse antecipado sua aposentadoria para a primeira quinzena de outubro, o ministro Celso de Mello teria deixado o tribunal na quinta-feira (29/10). Teria sido sua última sessão antes do ponto facultativo de sexta-feira e antes de 1 de novembro, quando o ministro completa 75 anos e atinge a idade limite do funcionalismo público.

Enquanto seu acervo de processos será herdado por Kassio Nunes Marques, que será empossado no cargo na próxima quinta-feira (5/11) em sessão semipresencial, seu gabinete na cobertura do Anexo II do STF passará a ser ocupado pelo ministro Gilmar Mendes.

No Poder em que antiguidade é posto, a cobertura do tribunal foi ocupada por Celso de Mello por anos. O ministro Marco Aurélio, que se aposenta em julho do próximo ano, nunca sairia do seu gabinete, o único com um jardim de inverno.

Gilmar Mendes então, o segundo mais antigo, pôde escolher o espaço – mais amplo que os demais gabinetes e com acesso mais restrito. Deverá permanecer no novo gabinete até se aposentar – em 2030, se não antecipar sua saída.


No novo episódio do Sem Precedentes, o papel do Supremo na disputa política e sanitária em torno da vacinação contra a Covid-19. Assista:


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