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Justiça do RJ apreende quadro de Burle Marx sumido há quase duas décadas

Obra, que seria levada a leilão no dia 15, foi apreendida e entregue para os herdeiros do paisagista

Um quadro do artista plástico brasileiro Roberto Burle Marx foi apreendido pela Justiça do Rio de Janeiro após 19 anos desaparecido. O juiz Paulo Roberto Corrêa, da 9ª Vara Cível do Rio, determinou que a obra, que seria levada a leilão no último dia 15, fosse apreendida e entregue para os herdeiros do paisagista.

Sumiço

Em 1996, a já falecida sobrinha de Burle Marx, Anna Maria Braune de Paula, resolveu consignar o quadro de Marx junto a um marchant – pessoa que negocia obras de arte -, além de outros objetos de sua coleção privada. Porém, o cheque retornou sem fundos e o marchant nunca mais foi encontrado.

Leilão

Após todos esses anos, uma publicação de anúncio em jornal divulgou o leilão da obra, que ocorreria na galeria do leiloeiro Roberto Hadad, em Copacabana. Ao serem notificados, os representantes de Anna Braune de Paula e Manuel Barros de Paula, viúvo da sobrinha de Marx, entraram com ação solicitando a apreensão do quadro.

Decisão

Para o juiz Paulo Corrêa, as provas foram contundentes para o quadro voltar à família do paisagista. “Entre muitos fatos que comprovam isso, consta também nos autos do processo o depoimento de um dos herdeiros do paisagista Burle Marx, Augusto Frederico Burle Filho, atestando que a obra sempre pertenceu à sua sobrinha”, afirmou.

Processo nº 0383733-55.2015.8.19.0001


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