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Novo governo

Indicado para Meio Ambiente já chamou ministros de covardes e Barroso de petista

O advogado já pediu impeachment de Toffoli e disse que Lewandowski e Marco Aurélio são uma vergonha

Ricardo Salles, futuro ministro. Crédito: divulgação/governo de SP

Apesar de o presidente eleito, Jair Bolsonaro, ter dado diversos sinais de que quer trabalhar em harmonia com o Supremo Tribunal Federal (STF), seu último escolhido para ocupar o primeiro escalão da Esplanada é um crítico contumaz do tribunal.

O advogado Ricardo Salles já pediu o impeachment do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, chamou o ministro Roberto Barroso de petista e classificou os integrantes do STF de “covardes”.

Ativo nas redes sociais, o futuro assessor de Bolsonaro para questões ambientais foi candidato a deputado federal na última eleição pelo partido Novo e é um dos fundadores do Movimento Endireita Brasil. Ele também já foi secretário do governo de São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin.

Em abril deste ano, na época no julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, Salles adaptou o nome do movimento para “Endireita STF”. No mesmo período, em 6 de abril, afirmou que os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio “são a vergonha do Judiciário brasileiro”.

Antes disso, em 2012, foi responsável, ao lado de Guilherme Campos Abdalla, por apresentar um pedido de impeachment contra Toffoli por crimes de responsabilidade por suspeita de atuar com parcialidade no julgamento da ação penal 470, que ficou conhecido como mensalão.

Na peça, eles falam da proximidade de Toffoli com o ex-ministro José Dirceu e lembram que o atual presidente do Supremo foi reprovado duas vezes em concurso para juiz.

Já no Twitter, uma de suas primeiras publicações, em março deste ano, é um comentário sobre o Supremo com crítica a dois ministros. “Entre o doido do Gilmar e o petista do Barroso, prefiro o primeiro”, disse.

Em 28 de março, ele compartilhou notícia do jornal Estadão que afirmava que os ministros do Supremo têm 85 seguranças a um custo mensal de R$ 831 mil e comentou: “Assim é facil ser defender o desarmamento, bando de covardes…”.

Também em março, ele comentou a renúncia do então presidente do Peru, Pedro Kuczynski, e falou de uma suposta atuação de políticos no Supremo no Brasil.

“Enquanto no Peru a turma renuncia por vergonha, aqui fica fazendo lobby contra prisão no STF”, afirmou.


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