Jotinhas

crime da 113 Sul

Filha de José Guilherme Villela é condenada a 67 anos e 6 meses de prisão

De acordo com a acusação, Adriana Villela encomendou assassinato de pais e da empregada da família em 2009

Julgamento da arquiteta Adriana Villela, acusada de ser a mandante do assassinato de seus pais e da empregada da família, no Tribunal do Júri de Brasília / Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Depois de dez dias, no que foi o julgamento mais longo da história do Distrito Federal, o tribunal do Júri de Brasília condenou a arquiteta Adriana Villela, 55 anos, a 67 anos e 6 meses de reclusão, como mandante dos assassinatos do pai, o advogado José Guilherme Villela, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, de sua mãe, Maria Villela, e da empregada da família.

O ‘‘crime da 113 Sul’’, como ficou conhecido em Brasília, foi cometido em 2009. Conforme a acusação, Adriana contratou para matar os três, por R$ 60 mil, o ex-porteiro do prédio daquela quadra nobre onde os pais moravam, Leonardo Campos Alves. Este teria contado com a ajuda de dois comparsas: o sobrinho Paulo Cardoso e o ex-entregador de gás Francisco Mairlon.

A decisão dos sete jurados sorteados (quatro mulheres e três homens) foi anunciada pelo juiz Paulo Giordano por volta das 18h desta quarta-feira (2/10).

As penas cominadas à arquiteta inicialmente foram as seguintes: 32 anos de reclusão pelo homicídio do pai, José Guilherme Villela; 32 anos pela da mãe, Maria Villela; e 23 anos pelo assassinato da empregada da família, Francisca Nascimento Silva. Além disso, houve condenação de 3 anos e 6 meses pelo furto de joias e dinheiro.

Apesar da pena final somada de 67 anos e 6 meses, o juiz permitiu que Adriana Villela recorra da sentença final ainda fora da prisão.

Os outros três réus – que já tinham sido condenados – tiveram as seguintes penas: 62 anos para Paulo Cardoso Santana; 60 anos para Leonardo Campos Alves; e 55 anos para Francisco Mairlon.

José Guilherme Villela, mineiro de Manhuaçu, atuou como advogado em Brasília desde a inauguração da nova capital do país. Ele atuou em causas na defesa dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor (processo de impeachment). Foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral de 1980 a 1986 e, depois disso, teve atuação marcante nos tribunais de Brasília, principalmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ).


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