Jotinhas

Flexibilização econômica

Abril segue com flexibilização gradual em todas as regiões

Setores do comércio e serviços são reabertos com restrições, mas toque de recolher é mantido em todo o país

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na terceira semana de abril, alguns estados e capitais editaram novas medidas de flexibilização das atividades econômicas. Contudo, a maior parte do país segue com restrições em todas as áreas da economia, como funcionamento em horários e dias da semana específicos, além da limitação da capacidade de ocupação dos estabelecimentos comerciais.

A flexibilização tem sido “controlada” devido à situação ainda crítica dos leitos de UTI e dos estoques do chamado “kit intubação” em todo o país. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), de 12 a 15 de abril, mais de 970 municípios, entre três mil entrevistados, afirmaram que correm risco de esgotarem os medicamentos. E outros 391 podem ficar sem oxigênio para os pacientes mais graves.


Abertura gradual no Sudeste e Sul

As principais medidas de liberação foram publicadas na região Sudeste. O estado de São Paulo anunciou uma pequena melhora nos índices de ocupação de leitos de UTI e de novas internações por Covid-19, o que motivou a adoção de uma fase intermediária de duas semanas entre a vermelha, condição atual de todo o estado, e a laranja, próxima fase de flexibilização do Plano São Paulo. 

A partir do próximo domingo (18), o estado terá a reabertura do comércio e dos templos religiosos e do sábado (24) em diante, poderão reabrir as portas: os restaurantes e similares, salões de beleza, academias, estabelecimentos de cultura, clubes e parques. Os paulistas, no entanto, ainda terão que seguir o toque de recolher noturno, entre outras restrições. 

Ainda no Sudeste, a maior parte do estado de Minas Gerais saiu da onda roxa, a mais restritiva do plano de retomada mineiro, e foi classificada na onda vermelha. O estado do Rio de Janeiro manteve as medidas restritivas, mas a capital carioca liberou atividades coletivas nas praias.

No Espírito Santo, que ainda se encontra  na maior parte com risco alto ou extremo de contaminação, foram definidas regras para funcionamento dos shoppings, incluindo as praças de alimentação. Mas o estado não retirou a suspensão do transporte público nos fins de semana e feriados e a capital Vitória prorrogou as medidas mais restritivas.

Na região Sul, a flexibilização também segue de forma gradual. O estado de Santa Catarina manteve a maioria das restrições, como a proibição de funcionamento de casas noturnas, de eventos, permanência nas praias, entre outras, como competições esportivas. O comércio, incluindo nos shoppings, está liberado em horários específicos.

O Paraná manteve o toque de recolher noturno e a suspensão das atividades consideradas não essenciais nos domingos. A capital Curitiba continua na fase laranja, mas liberou as academias e restaurantes, com horário limitado.

Circulação noturna 

Na região Norte, o estado do Pará liberou a fronteira com o Amazonas, fechada desde o início do ano, mas manteve a região metropolitana de Belém e o restante do estado no bandeiramento vermelho, o mais restrito do estado. 

O Amapá manteve o toque de recolher e a suspensão de eventos, estabelecimentos de lazer, academias, entre outros. O  Acre liberou eventos religiosos apenas aos finais de semana, feriados e pontos facultativos, porém, com horário limitado.

A medida é similar a de estados do Nordeste, como a Bahia e Sergipe, que decretaram restrição na circulação noturna em todos os municípios, bem como a proibição de shows, eventos e outras atividades que provocam aglomeração de pessoas, além da prorrogação da suspensão das aulas presenciais em instituições públicas e privadas.

O Ceará e a capital Fortaleza prorrogaram novamente as  medidas de isolamento rígido, o Rio Grande do Norte suspendeu atividades de lazer na Barragem Oiticica, bem como prorrogou a suspensão de funcionamento de parques e estabelecimentos culturais.

Calamidade

Maranhão e Piauí aprovaram reiteração do estado de calamidade pública e Paraíba decretou calamidade nas áreas mais críticas do estado.

No Centro-Oeste, o estado de Goiás reiterou o estado de emergência na saúde pública, com a edição de medidas restritivas para diferentes atividades econômicas. E Goiânia manteve o esquema de revezamento “abre-fecha” a cada 15 dias. Na próxima semana, o comércio estará aberto na capital goiana.

Mato Grosso também declarou situação de emergência, mas a capital Cuiabá autorizou a retomada de todas as atividades econômicas, com exceção dos locais de lazer, eventos e atrações culturais.

Já a capital federal liberou as competições esportivas após às 22h e ampliou o horário de funcionamento de bares e restaurantes.