Remuneração

‘Salário mínimo permanecerá em R$ 1.302 pelo menos até maio’, diz ministro do Trabalho

Governo montou nesta quarta-feira (18/1) grupo de trabalho para discutir uma política de correção do mínimo

novo salário mínimo 2023
Moeda brasileira / Crédito: Marcello Casal J0. / Agência Brasil
logo do jota pro poder, na cor azul royal

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou, em entrevista nesta quarta-feira (18/1), que salário mínimo permanecerá em R$ 1.302 pelo menos até maio. O governo montou hoje um grupo de trabalho, incluindo representantes sindicais, para discutir uma política de correção do salário mínimo. Eles terão 45 dias para concluir uma proposta, prorrogáveis por igual período.

“Neste momento, o salário mínimo vale R$ 1.302. O despacho é: estamos instituindo um grupo de trabalho que discutirá a política de valorização do salário mínimo. (…) Hoje, é R$ 1.302 e maio pode ser que haja alteração a partir desse trabalho que vamos construir”, declarou o ministro do Trabalho.

Fontes da equipe econômica negam que um valor acima de R$ 1.320 esteja em estudo.

Questionado pelo JOTA quando o governo pretende corrigir o salário mínimo para R$ 1.320, o ministro do Trabalho indicou que a discussão acompanha o debate de construção de uma nova política de correção da remuneração e indica que há possibilidade do valor ser, inclusive, maior. A fase é de construir estudos para concluir o que  é sustentável ou não.

“A partir da política de valorização, você estabelece o futuro e revisa o valor atual. Ele pode ser mantido, pode ser aumentado, pode ir pra R$ 1.320, pode ir pra R$ 1.315 ou R$ 1.325. Vai depender dessa construção que vamos fazer coletivamente”, declarou.

Em discurso no Palácio do Planalto para uma plateia de sindicalistas, Marinho afirmou que o grupo de trabalho terá representantes de diferentes áreas do governo, como Casa Civil e Ministério do Planejamento.

Marinho disse que a discussão será feita respeitando a previsibilidade para fazer crescer o poder de compra do salário mínimo mantendo a inflação e o equilíbrio fiscal.