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Governador do DF determina exoneração de secretário de Segurança

Medida ocorreu após invasão às sedes dos Três Poderes. Até o ano passado, Anderson Torres era ministro de Jair Bolsonaro

Secretário de Segurança Pública, Anderson Torres
Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres / Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), determinou a exoneração do secretário de Segurança Pública e ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres. A medida, anunciada neste domingo (8/1), foi tomada após um grupo de apoiadores radicais do ex-presidente da República invadir as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Uma semana depois da posse do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoiadores de Bolsonaro invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as reivindicações, eles pedem a intervenção militar no Brasil.

O governador Ibaneis Rocha afirmou que monitora as “manifestações” e está tomando todas as providências para “conter a baderna antidemocrática na Esplanada dos Ministérios”.

Segundo ele, todo o efetivo forças de segurança foram colocadas nas ruas da capital federal, com determinação de prender e punir os responsáveis pelas invasões. Ibaneis Rocha pediu apoio ao governo federal para controlar a situação e colocou o Distrito Federal à disposição para colaborar.

O governador do DF foi acusado de ser responsável pelo “crime anunciado contra a democracia” pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Ela disse que o que acontece em Brasília não é um “movimento de massa, nem espontâneo. É organizado por bandidos, que têm interesses bem objetivos” e que Ibaneis Rocha é responsável pelo que acontecer.

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou, neste domingo (8/1), uma intervenção no Distrito Federal, na área da segurança pública, com o objetivo de conter “graves comprometimento da ordem pública”. Segundo o decreto, a intervenção perdurará até o dia 31 de janeiro. O decreto nomeia Ricardo Garcia Cappelli como interventor. Ele é secretário-executivo do Ministério da Justiça.

Em vídeo, Ibaneis pediu desculpas a Lula. “Quero me dirigir aqui primeiramente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir desculpas pelo que aconteceu hoje na nossa cidade, à presidente do Supremo Tribunal Federal, ao meu querido amigo Arthur Lira, meu amigo Rodrigo Pacheco.”