Cartão corporativo

Gastos do cartão corporativo de Bolsonaro são disponibilizados pelo governo, confira

Dentre as despesas no cartão corporativo estão: R$ 8,6 mil em sorvetes, R$ 10,5 milhões em hotéis, R$ 362 mil em uma única padaria

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O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do ex-presidente da Caixa Pedro Guimarães / Crédito: Isac Nóbrega/PR

Todos os gastos do cartão corporativo do ex-presidente Jair Bolsonaro foram divulgados nesta quarta-feira (11/1). Os dados disponibilizados pela Secretaria-Geral da Presidência da República se encontram neste link. Dentre as despesas estão: R$ 8,6 mil em sorvetes, R$ 10,5 milhões em hotéis, R$ 362 mil em uma única padaria, dentre outros.

As informações foram solicitadas pela Fiquem Sabendo, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), em 18 de dezembro de 2022. Porém, a resposta só chegou na noite desta quarta-feira.

O caso não se enquadra nas quebras de sigilo que o governo Lula vem promovendo, já que, pela LAI, o sigilo de gastos do cartão corporativo vale até o fim do mandato do presidente. Quando ele deixa o cargo, os dados são automaticamente públicos.

Além das despesas do cartão corporativo do ex-presidente, foram disponibilizados os gastos de todos os presidentes, desde 2003, de maneira unificada. No total, o ex-presidente Jair Bolsonaro gastou R$ 27,6 milhões entre 2019 e 2022. R$ 1,46 milhão foi gastado em um mesmo hotel no Guarujá, no litoral de São Paulo, e R$ 362 mil em uma única padaria.

Em 2022, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu um procedimento para apurar supostos gastos duplicados no cartão corporativo. No mesmo ano, Bolsonaro afirmou que não fazia uso desse cartão.

No Posto KA Brasil, em 2 de janeiro de 2022, o ex-presidente gastou mais de R$ 73 mil. No dia seguinte, houve uma despesa de mais de R$ 62 mil em uma panificadora em  São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

Os gastos no cartão corporativo dos dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff superam os gastos de Bolsonaro.