Eleições

Eleição 2022

Rejeição de eleitores a Bolsonaro e Moro é maior do que a Lula, aponta pesquisa

Ex-presidente firma liderança, e Moro o terceiro lugar, mostra pesquisa Genial/ Quaest. Agregador do JOTA traça cenário preciso

Lula
Ex-presidente Lula / Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve em dezembro a liderança nas intenções de voto para eleições presidenciais de 2022, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro. O ex-juiz Sergio Moro se firmou no terceiro lugar. Ainda, a rejeição a Bolsonaro e Moro é maior do que a Lula. Os números são de pesquisa da Genial Investimentos e da consultoria Quaest, divulgada nesta quarta-feira (8/12).

Nas intenções para o primeiro turno, Lula lidera em todos os cenários. Hoje, teria 47% dos votos disputando com Bolsonaro (24%), Moro (11%) e Ciro Gomes (7%), pré-candidatos que aparecem nas primeiras posições nos diferentes quadros. Com a candidatura de Moro fora, o petista mantém os mesmos 47%, enquanto  Bolsonaro vai a 27%. Ciro continua com 7%.

Os eleitores também foram perguntados sobre quem preferem que vença. Lula tem a preferência de 46% deles e Bolsonaro, 24% – mesmo percentual dos que não querem nenhum deles como vencedor do pleito. Em julho, o grupo que rejeitava ambos representava 31%. No mesmo período, Lula ganhou cinco pontos percentuais, e Bolsonaro manteve o mesmo número.

O levantamento também relacionou o nível de conhecimento dos entrevistados em relação aos pré-candidatos e a possibilidade de voto. Ao todo, 64% disseram conhecer Bolsonaro e afirmaram que não votariam no presidente. Ao mesmo tempo, há 17% que conhecem Bolsonaro e votariam nele, e 15% que poderiam votar pela reeleição do presidente.

Agregador do JOTA, disponível para assinantes do JOTA PRO Poder, reúne dados de pesquisas eleitorais para determinar o cenário mais realista. 

Moro soma 61% de eleitores que o conhecem e o rejeitam, mas há ainda 13% de eleitores que desconhecem o ex-juiz. Nesse indicador, Lula tem o melhor resultado, já que 55% votariam ou poderiam votar nele, e 43% declaram que ele não é uma opção – cerca de 20 pontos percentuais a menos do que os principais adversários, portanto.

Em eventual segundo turno, Lula tem vantagem em todos os cenários. Aparece com 55%, enquanto que Bolsonaro teria 31%. Na simulação contra Moro, marca 53% e o ex-juiz, 29%.

A avaliação do governo de Bolsonaro pelos eleitores ainda é majoritariamente ruim, mas a fatia de percepção negativa caiu em relação a novembro. Hoje, 50% consideram a gestão ruim ou péssima (eram 56% há um mês e 45% em julho), e 21% avaliam como positivo, patamar que era de 26% em julho.

Atualmente, a principal preocupação dos brasileiros e, potencialmente, pedra no sapato de Bolsonaro é a economia. Em dezembro, o desemprego ultrapassou o crescimento econômico como maior dificuldade nesse campo, segundo os eleitores. Fome e miséria também ganharam espaço.

A pesquisa Genial/ Quaest entrevistou pessoalmente 2.037 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais. O índice de confiança é de 95%.

Agregador do JOTA

O Agregador – ferramenta do JOTA que é a maior base de pesquisas do Brasil, com mais de 10 mil levantamentos individualizados desde o governo José Sarney – observa que o patamar da avaliação positiva de um presidente candidato à reeleição geralmente se mantém no pleito seguinte. O modelo do JOTA calculou que a mediana de aprovação do presidente na última sexta-feira (3/12) estaria em 23,3%. Dessa forma, é provável que Bolsonaro amealhe votação próxima.

Pela ferramenta, que traça um quadro mais preciso, já que reúne diferentes levantamentos e metodologias, Lula tem 42% das intenções de voto, Bolsonaro fica com 26% e Moro com 13%. Nesse cenário, Lula teria 99% de chances de vitória em segundo turno.