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Dodge defende rejeição de impugnação de Meirelles contra Alckmin

Registro de candidatura do tucano ainda será julgado pelo plenário. MDB quer esvaziar tempo de TV de adversários

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral, a procuradora-geral Eleitoral, Raquel Dodge, defendeu o registro de candidatura à Presidência de Geraldo Alckmin (PSDB). A chefe do MPF afirmou que não identificou a existência de irregularidades na formação da Coligação Para Unir o Brasil do tucano.

Dodge defendeu a rejeição da impugnação contra Alckmin apresentada pela campanha de Henrique Meirelles (PMDB) por questão processual, uma vez que  a formação de coligação seria fato interno e os adversários não teriam legitimidade para questionar.

O MP entende que, todas as siglas expressarem a vontade de apoio ao tucano, independente de outras alianças firmadas, sendo que nenhuma manifestou desistência pelo apoio das demais.

“Tal circunstância não gera dúvida alguma sobre a manifestação expressa de vontade, evidenciada nas convenções partidárias, no sentido da união dos partidos ao redor de um candidato único à presidência da República e para a formação da Coligação Para Unir o Brasil”, escreveu a procuradora-geral.

A coligação do MDB contestou a aliança de nove partidos no entorno de Alckmin. Os advogados de Meirelles afirmam que 6 partidos da coligação tucana não citaram nas atas das convenções todos as legendas com quais iriam se coligar. Apenas disseram que se uniriam ao PSDB e aos demais que viessem com essa sigla.

Se a tese avançar no TSE, o tucano – que tem o maior tempo do horário eleitoral – pode perder até 3 minutos na propaganda no rádio e na televisão.

Na defesa entregue ao TSE, a coligação do tucano pediu a rejeição da impugnação apresentada pela campanha adversária sob argumento de que ofensiva  é “a mera tentativa de criar um fato político”.

Os advogados pedem que o TSE rejeite a contestação sem entrar no mérito  da ação porque o adversário não teria legitimidade para tratar do caso. “O que se vê, com a devida licença, é a mera tentativa de criar um fato político, desprovido de qualquer indício ou evidência de que a vontade individual e autônoma dos partidos tenha sido de alguma forma desvirtuada ou desrespeitada”.


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