Chamado à união

‘Chega de ódio, fake news, armas e bombas’, diz Lula em discurso no Planalto

No Parlatório, presidente chorou durante sua fala, afirmou não ser hora para ressentimentos e que é preciso ‘virar a página’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de posse, no Palácio do Planalto. / Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um chamado à união dos brasileiros, em seu discurso no Palácio do Planalto neste domingo (1/01), após ter tomado posse no Congresso Nacional. Já com a faixa presidencial, entregue a ele por representantes da sociedade civil, Lula chorou durante sua fala ao lembrar do aumento da população que passa fome no país e sobre a desigualdade.  Também pediu o fim do ódio e das fake news.

“Chega de ódio, fake news, armas e bombas. Nosso povo quer paz para trabalhar, estudar, cuidar da família e ser feliz. A disputa eleitoral acabou”, disse. (Leia a íntegra do discurso de Lula no Palácio do Planalto)

Ele repetiu trecho do pronunciamento que fez após a vitória no segundo turno, em 30 de outubro, sobre a necessidade de unir o país. “Não existem dois brasis. Somos um único país, um único povo, uma grande nação”, afirmou.

Em outros trechos de sua fala sobre a pacificação do país, disse vai “a ninguém interessa um país em permanente pé de guerra”, que vai governar para os 215 milhões de brasileiros e não apenas para quem votou nele.

“Não é  hora para ressentimentos estéreis. Agora é hora de o Brasil olhar para a frente e voltar a sorrir. Vamos virar essa página e escrever, em conjunto, um novo e decisivo capítulo da nossa história”, continuou.

Gritos de ‘Sem anistia’ após críticas a Bolsonaro

Lula citou trechos do relatório produzido pelo Gabinete de Transição, como os que dizem que o Brasil bateu recordes de feminicídios; que os livros didáticos que deverão ser usados no ano letivo de 2023 ainda não começaram a ser editados;  que faltam remédios no Farmácia Popular; e que faltam recursos para a compra de merenda escolar, etc.

Nesse momento, o público presente na frente do Palácio do Planalto gritou repetidas vezes: “Sem anistia”.

Tanto no discurso no Congresso quanto durante o discurso no Palácio do Planalto, o presidente usou a palavra genocídio para falar sobre as mortes no Brasil durante a pandemia de Covid-19.

“O que o povo brasileiro sofreu nestes últimos anos foi a lenta e progressiva construção de um genocídio”, disse.

No discurso no Congresso, Lula falou sobre revogar o teto de gastos. No Palácio do Planalto, afirmou que não haverá gastança:  “Nos nossos governos, nunca houve nem haverá gastança alguma. Sempre investimos, e voltaremos a investir, em nosso bem mais precioso: o povo brasileiro”.