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Haddad pede direito de resposta contra Bolsonaro por livro de ‘kit gay’

Petista afirma que fala de adversário é fake news

A campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral direito de resposta contra seu adversário Jair Bolsonaro (PSL) por divulgação de fake news sobre divulgação de suposto kit gay. 

O caso envolve o livro “Aparelho Sexual e Cia”. No dia 28 de agosto de 2018, Bolsonaro concedeu entrevista feita a emissora de TV e, segundo o PT, mentiu  em rede nacional ao tentar mostrar o livro sobre sexualidade, “difundindo a falsa ideia de que o mesmo seria distribuído em escolas públicas e que, segundo vídeo que circula em redes sociais, seria inadequado para crianças e jovens brasileiros”. A questão também tem sido difundida em redes sociais. 

A campanha petista afirma que a obra não fez parte de qualquer kit escolar, ao contrário do que afirmou Jair Bolsonaro (PSL).

“A informação foi desmentida pela editora e pelo Ministério da Educação. Somado a isso, o livro não fez parte do material contido no que ele chama de “kit gay”, que por sua vez era parte de um programa do governo chamado “Escola Sem Homofobia” e que nunca chegou a ser posto em prática”, afirma a ação do escritório Aragão e Ferraro Advogados. 

“O candidato vem proferindo esta grave mentira há mais de anos. A informação de que o livro seria distribuído em escolas públicas começou a ser difundida por Bolsonaro no dia 10 de janeiro de 2016 através de um vídeo que publicou no Facebook, afirma a ação. 

“Manifestações atacam Fernando Haddad com informações inverídicas, difamatórias e injuriantes, sem qualquer legitimidade ou fundamento, constituindo-se em um verdadeiro manifesto político que agride o partido representante, sem qualquer possibilidade de contraditório, contraponto ou debate. O que as representadas fizeram, a partir de divulgação de notícias sabidamente falsas, foi a imputação de conduta delituosa ao representante, o que não pode ser admitido, tamanha a gravidade, por esta c. Justiça Especializada. Muito longe de representar confusão ingênua, as manifestações impugnadas apresentam esta absurda hipótese impossível, como mentiras escaradas com fins estritamente eleitorais”.

“Desta forma, verifica-se que o representado proferiu grave e inconsequente ofensa, violando a honra objetiva e subjetiva dos representantes e a legitimar o pedido de direito a resposta, conforme a seguir fundamentado”.


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