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Aumenta o número de brasileiros que acha que a economia vai piorar em 2022

Pesquisa Quaest/Genial mostra que 22% daqueles que ainda não se vacinaram contra a Covi-19 não pretendem fazê-lo

Crédito: Marcello Casal - Agência Brasil

Pesquisa da Quaest/Genial mostra que 32% dos brasileiros acreditam que a economia do país vai piorar em 2022. Em agosto, eram 25%. Por outro lado, agora são 44% os que acreditam na melhoria da economia no próximo ano, contra 50% no mês anterior.  O número de brasileiros que não acredita que o país irá controlar a inflação nos próximos meses permaneceu estável. Eram 64% em agosto e agora são 65%.

Enquanto a pandemina vem perdendo espaço entre as maiores preocupações da população, a economia vem ganhando terreno. Em julho, a pandemia era a principal preocupação para 41% das pessoas, caiu para 36% em agosto e agora para 28%. Ao mesmo tempo, a economia era a principal preocupação para 10% em julho, variou para 13% em agosto e agora chega a 21%.

O desemprego e a inflação se juntam a essa percepção. Para 16%, o desemprego é a maior preocupação atualmente e para 6% a inflação. Outros 9% apontam pobreza e desigualdade e 10% a corrupção.

Entre aqueles que ainda não se vacinaram contra a Covid, 22% dizem que não pretendem tomar a vacina e 74% que sim.

A pesquisa foi feita com 2.000 pessoas e de forma presencial. A empresa aplicou um modelo conhecido como MRP (Multilevel regression with poststratification) para ajustes posteriores da amostra. Essa prática é bastante estudada nos Estados Unidos e defendida por acadêmicos como Andrew Gelman. É uma boa prática para melhorar a confiabilidade do modelo.

Eleições

Na pergunta espontânea sobre eleições, Lula aparece com 23% (mesmo valor da pesquisa anterior), enquanto Bolsonaro oscilou para 15% (contra 18% na anterior). O número de indecisos fica em 58%.

A pesquisa perguntou ainda quem o eleitor prefere que vença em 2022. Para 45%, a preferência é por Lula, 25% disseram nem Lula e nem Bolsonaro e 23% Bolsonaro.

A maior razão para o voto em Lula é a gestão (59%), seguida por economia (12%) e o sentimento anti-Bolsonaro (8%). Já a maior razão para o voto em Bolsonaro é gestão (27%), seguida por anti-petismo (25%) e características pessoais (19%).

A avaliação de Bolsonaro ficou em 48%, o que ficou abaixo do limite inferior do resultado do modelo de agregação do JOTA. A pesquisa tem constantemente apontado uma avaliação negativa menor do que a esperada pelo modelo. Já a avaliação positiva em 26% é exatamente o valor predito pelo modelo do JOTA.