Eleições 2018

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Conselheiro do CNMP propõe apurar ofensivas contra candidatos nas eleições

Luiz Fernando Bandeira cita Haddad, Alckmin e Richa, mas diz que ideia é discutir procedimentos e não mérito

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Crédito: CNMP

O conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello sugeriu à Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público que seja aberta uma  apuração sobre a “regularidade da instrução de feitos que possam ter impacto nas eleições de outubro”.

A ideia é analisar a cronologia dos procedimentos preparatórios das ofensivas contra candidatos e se houve coincidência proposital com o calendário das eleições. Em seu memorando, Bandeira cita os casos dos presidenciáveis  Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), além da ação contra o ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB).

“Estou seguro, senhor corregedor, que essa verificação da Corregedoria Nacional confirmará minha percepção de que tais procedimentos refletirão a conduta correta, imparcial e não dirigida ao calendário eleitoral dos membros do Ministério Público”, escreveu o conselheiro. “Mas entendo que a ausência de uma apuração permitirá que desconfianças maldosas possam fermentar dúvidas quanto à atuação do MP brasileiro , cuja imagem é nosso dever defender”, completou.

Em agosto, em meio ao período eleitoral, o promotor de Justiça do MP de São Paulo Wilson Tafner propôs ação civil pública por suposta prática de ato de improbidade administrativa contra Haddad até então vice-candidato na chapa presidencial do PT, por fatos que supostamente praticados no exercício do cargo de prefeito de São Paulo em 2013.

Em setembro, Haddad foi alvo de denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro apresentada pelo promotor Marcelo Mendroni, do MP/SP, por fatos que teriam relação com as eleições de 2012 com base na delação premiada de Ricardo Pessoa, da UTC.

Na semana passada, foi apresentada ação de improbidade administrativa contra o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin,  com fatos referentes a abril e outubro de 2014. Bandeira diz que “chama atenção a notícia de que o promotor responsável pelo caso, Ricardo Castro, do MP/SP, teria convocado outros promotores para que comparecessem a entrevista coletiva, a fim de contar com a presença maior número possível de colegas, para demonstração da união”.

Nesta quarta, o Ministério Público Federal e o o Público do Paraná deflagraram operação que prendeu o ex-governador Beto Richa e candidato ao Senado por fatos que também teriam ocorrido entre setembro e outubro de 2014.


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