Compliance na Prática

De 6 a 9 de dezembro

Especialistas se reúnem para discutir melhores práticas de compliance

2º Encontro de Compliance do Grupo J&F ocorre na próxima semana e tem participação gratuita

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Crédito: Pixabay

Tema cada vez mais presente no cotidiano corporativo, o compliance perpassa os processos, a gestão, o relacionamento com stakeholders e a própria cultura das organizações, pressionadas por instituições e pela sociedade a agirem de forma ética. Para fomentar o debate sobre o assunto, o 2º Encontro de Compliance do Grupo J&F reúne na semana que vem, de segunda (6/12) a quarta-feira (9/12), alguns dos principais especialistas do mercado brasileiro em oito debates online. A participação é gratuita,  e o JOTA fará a cobertura .

Inscreva-se gratuitamente para acompanhar o evento

“É um exercício sem fim, a gente tem que falar sobre isso continuamente. A iniciativa de fazer esse evento é de extrema importância”, afirma Roseli Marinheiro, fundadora da consultoria RM-SHR, que participará da mesa com o tema “Compliance sob medida: diferentes programas para diferentes empresas”.

Ela destaca que seguir boas práticas de compliance não depende de número de funcionários e nem de faturamento. Startups interessadas em receber investimentos de fundos internacionais, por exemplo, têm se preocupado em construir uma cultura de compliance. “No momento em que a sociedade começa a discutir mais algumas questões, como igualdade de gênero, é importante não ficarmos restritos apenas à corrupção em si, mas a fazer a coisa certa, atuar de maneira eticamente aceitável”, afirma Marinheiro.

“O objetivo desse encontro é mostrar que o investimento em compliance tem impacto positivo nos negócios e, principalmente, na sociedade, e que a cultura de integridade é necessária para empresas de todos os portes”, diz Lucio Martins, diretor global de Compliance da J&F Investimentos. “Como maior grupo empresarial do Brasil, o impacto de nosso programa de compliance é enorme. Os resultados ultrapassam os nossos muros e têm efeito multiplicador. É para isso que temos trabalhado. Espero que esse evento inspire a adoção de programas de compliance por mais empresários e executivos”.

Gisele Lorenzetti, CEO da LVBA Comunicação, participará da discussão sobre “Integridade na veia: estratégias para incluir o compliance na cultura organizacional”. Ela propõe uma provocação: “É possível incluir algo na cultura organizacional?”, questiona. “A cultura às vezes independe da gestão, ela simplesmente acontece. A cultura de uma organização é feita por pessoas, não é o logotipo, não é o prédio, são pessoas.” Para Lorenzetti, “o compliance tem que permear a organização, é parte da trama que compõe o tecido da empresa”.

Assim como em todas as áreas da gestão empresarial, a tecnologia se tornou uma aliada poderosa dos profissionais de compliance. O advogado Martin Della Valle, fundador da empresa Zenith Source e ex-chefe global de compliance da Anheuser-Busch InBev, ajudou a criar soluções que monitoram transações, auxiliam em due diligence e no gerenciamento de fornecedores, entre outros serviços. “Uma das ideias é que o compliance esteja integrado, seja natural, não um lugar que tem um processo que para no compliance e volta”, ele diz.

“Quanto mais a organização conseguir fazer o compliance ser parte do cotidiano das pessoas, sem ser algo difícil de fazer, você colabora muito mais com a integridade da empresa”, continua Della Valle, que faz uma ressalva. “Embora eu seja um grande entusiasta da tecnologia, devemos tomar cuidado porque ela só funciona se os processos são bons”.

Esses e outros aspectos do tema serão debatidos no 2º Encontro de Compliance do Grupo J&F, entre segunda (6/12) e quarta-feira (9/12) da semana que vem. Inscreva-se no site do evento para participar.