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WEBINAR DO JOTA

Ricardo Barros: “o Supremo Tribunal Federal passa de todos os seus limites”

Deputado, que pode assumir liderança do governo na Câmara, também comentou aproximação de Bolsonaro com o centrão

Ricardo Barros: “As gravações não mostraram nenhum fato novo, também não indicam nenhum comportamento de crime”. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cotado para assumir a liderança do governo na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) prefere, por ora, não comentar essa possibilidade. “Eu não fui convidado, então não vou me manifestar por uma proposta que não está à mesa”, disse em webinar do JOTA nesta sexta-feira (22/5). “O Major Vitor Hugo tem um grande apreço do presidente Jair Bolsonaro”, complementou Barros.

Ricardo Barros foi questionado em relação ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril que foi tornado público nesta sexta-feira, por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). “As gravações não mostraram nenhum fato novo, também não indicam nenhum comportamento de crime”, avaliou. “Não há nenhum prejuízo até agora no que foi divulgado, mas há o constrangimento desnecessário.”

O deputado criticou a decisão do ministro Celso de Mello. “É lamentável a decisão do ministro Celso de Mello, o Supremo Tribunal Federal passa de todos os seus limites”, disse.

Sobre a aproximação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o centrão, relatou que “o presidente viu que é inútil essa relação com as frentes parlamentares, ele vem conversando com presidentes de partidos e com líderes partidários desde fevereiro”.

O deputado defende que o Congresso passe a votar matérias que não estejam diretamente relacionadas à Covid: “temos que permitir, pelo sistema remoto, que nós possamos votar matérias divergentes e polêmicas no plenário do Congresso”.

E se mostrou otimista quanto ao andamento futuro de pautas. “Eu estou confiante que nós vamos avançar na reforma tributária, na lei de saneamento, na reforma administrativa, desde que o governo envie o projeto”, disse. “Eu vejo que nós devemos avançar em uma agenda que é consensual do Legislativo, um programa de temas definido pelo presidente Rodrigo Maia.”

Ministro da Saúde no governo de Michel Temer, Ricardo Barros defende a manutenção do general Eduardo Pazuello à frente da pasta. “A permanência do general Pazuello é fundamental para a eficiência do Ministério da Saúde na aquisição de insumos”, afirmou.

Para ele, não se pode fazer uma avaliação genérica sobre o avanço da Covid no país, porque há situações diferentes em cada estado. “Não podemos criticar as decisões nacionalmente”, ressaltou.

Webinars

A conversa com Ricardo Barros faz parte da série de webinars diários que o JOTA está realizando para discutir os efeitos da pandemia na política, na economia e nas instituições. Todos os dias, tomadores de decisão e especialistas são convidados a refletir sobre algum aspecto da crise.

Entre os convidados, já participaram do webinar estão o apresentador e empresário Luciano Huck, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, o presidente do STF, Dias Toffoli, o ministro Gilmar Mendes, o ministro Luís Roberto Barroso, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), a presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Fausto Pinato (PP-SP), o economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa; além de representantes de instituições como a Frente Nacional de Prefeitos, a Confederação Nacional das Indústrias e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho.

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