Trabalho

Em Nova Iguaçu

Hospitalizado, trabalhador participa de audiência por chamada no WhatsApp

Caso ocorreu na 4ª Vara de Trabalho de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro

Audiência; WhatsApp
Crédito: Pixabay

A tecnologia pode ser uma grande aliada da Justiça, ao menos é o que provou uma audiência de conciliação realizada na 4ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A situação ocorreu em dezembro: o trabalhador que ajuizou a ação não foi capaz de comparecer à audiência por estar hospitalizado e, por isso, foi autorizado a participar via chamada de vídeo do WhatsApp.

No caso em questão, o advogado tinha poderes para negociar, mas o juiz gostaria de ouvir o trabalhador. De acordo com o advogado do funcionário, Marcos Antônio Paiva Costa, haviam sido marcadas duas audiências, mas por motivos de saúde o reclamante não pôde participar. Então, para que a audiência não fosse adiada mais uma vez, o advogado sugeriu usar a tecnologia a seu favor.

“A princípio, a juíza queria remarcar uma nova data, mas como ele é um senhor idoso e está há seis meses hospitalizado, eu fiz essa sugestão”, disse o advogado. Antes disso, ele já havia sugerido levar outro empregado da categoria para representar seu cliente na audiência, mas a magistrada não aceitou.

“Eu então disse à juíza que estava com ele no WhatsApp, que ele estava acessível pelo telefone. Ela foi muito sensível e aceitou”, conta Costa. “O bacana é que a gente conta com a sensibilidade de alguns magistrados para utilizar a tecnologia a nosso favor”.

Na ata da audiência, é possível ler que a chamada foi feita no início da negociação e o autor pôde acompanhar e interagir do início ao fim.

A reclamada é um condomínio, e a ação foi ajuizada pelo não pagamento de salários devidos ao trabalhador. Em sua proposta, ela ofereceu valor de R$ 8 mil, em parcelas de R$ 1 mil.

O reclamante, porém, pediu um valor maior. No fim da audiência, ficou acordado que a empresa deve pagar R$ 9 mil, em seis parcelas de R$ 1.500, a partir de 18 de dezembro. Além disso, a reclamada ainda terá de pagar honorários advocatícios ao sindicato que prestou assistência na ação, no valor de R$ 1 mil.

Processo: 0100108-02.2017.5.01.0224


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