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Funcionalismo

Em prévia a paralisações, servidores do Banco Central anunciam entrega de cargos

Sindicatos criticaram falta de iniciativa de presidente da autarquia por reajustes salariais

Ministro da Economia, Paulo Guedes. Pasta vai combater aumento / Crédito: Edu Andrade/ ME

Dias após o anúncio por associações que representam servidores federais de paralisações em janeiro e potencial greve a partir de fevereiro, sindicatos dos funcionários do Banco Central divulgaram novas entregas de cargos por ocupantes de cargos comissionados – posições de chefia, de modo geral.

Esse é mais um movimento de pressão do funcionalismo federal por reajustes salariais em 2022, após aprovação de reparações a policiais federais e movimento de servidores da Receita Federal pelo mesmo benefício. Para integrantes da equipe de Paulo Guedes, ministro da Economia, ouvidos pelo JOTA, “quem pede aumento agora não quer pagar pela guerra contra o vírus”. 

Em carta pública, o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), o Sindicato Nacional dos Técnicos do Banco Central (Sindtec) e a Associação Nacional dos Analistas do Banco Central (ANBCB) criticaram o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, e chamou de “no mínimo lamentável” uma mensagem dele enviado aos funcionários na véspera de ano novo, em que não teria tratado da questão dos salários

Os servidores Banco Central querem acordo para reaver o que seriam 28,86% em salários perdidos para a inflação desde o último reajuste. A maior parte dos servidores federais teve o último incremento salarial em 2017.

O sindicatos mencionam que já há acordo para servidores da Receita Federal, Tesouro Nacional, Policiais Rodoviários e da Controladoria-Geral da União. E reclamam de estarem de fora.

Para pressionar a autarquia, divulgaram paralisação em 18 de janeiro, organizada pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), e lista de entrega de cargos comissionados para aderência de funcionários. A Fonacate já havia anunciado paralisações em janeiro e assembleia para discutir greve a partir de fevereiro.