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Connie Han: nova estrela no céu do jazz

Pianista de 21 anos lança álbum Crime Zone

Foto: divulgação / Facebook

A pianista Connie Han, nascida há 22 anos em Los Angeles, filha de imigrantes chineses também músicos, é mais uma nova estrela a cintilar no céu do jazz. Em entrevista concedida à Keyboard, ela conta ter começado a estudar piano quando tinha cinco anos, mas que deve o seu gosto e a sua formação ao baterista e professor Bill Wysaske, da Los Angeles County High School, seu “mentor” até hoje.

“Aos 18 anos – prossegue – ganhei uma bolsa de estudos para a UCLA, mas três semanas depois decidi pular fora e seguir a minha carreira full-time. Imediatamente passei a trabalhar como pianista de trio e líder de conjuntos em bares, clubes de jazz e restaurantes da cidade. Aos 19, já estava tocando em venues como o Catalina Jazz Club, o Baked Potato e o Vibrato Grill Jazz”.

Em 2015, Connie Han gravou, por sua conta, uma seleção de oito peças intitulada The Richard Rodgers Songbook, à frente de um trio com o “professor” Bill Wysaske e o baixista Chris Colangelo. Mas agora, sob o patrocínio do renomado selo independente Mack Avenue, ela exibe no recém-lançado álbum Crime Zone seus notáveis dotes. Não só como pianista mas também como compositora.

No site Something Else Reviews, S. Victor Aaron comentou: “Sem ter tido qualquer treinamento formal com um professor de piano, Han desenvolveu um estilo bem percussivo e polirrítmico na mão esquerda, enquanto a direita sola com profundidade e meta definidas”. Ou seja, revela, de um lado, influência rítmica dos block chords e clusters do grande McCoy Tyner (80 anos em dezembro próximo); de outro, afinidade com a linguagem melódico-harmônica urbana, up-to-date, de Herbie Hancock e Chick Corea.

Tais referências são evidentes logo nas três primeiras das 10 peças do novo CD da pianista: Another Kind of right (5m25), a faixa-título Crime zone (7m35) e By the grace of God (5m30). O trio básico – com o baterista Wysaske e o baixista Edwin Livingston – vira quarteto com o ilustre convidado Walter Smith III no sax tenor. E até quinteto com a adição do trompete de Brian Swartz em Kind of right.

O saxofonista Smith atua também numa cativante interpretação de Pretty Women (6m20), tema de Stephen Sondheim, e no tratamento hard bop – como era de se esperar – de Is that so? (5m50), composição do estimado pianista Duke Pearson (1932-1980).

Das demais faixas, em trio, as mais sedutoras e “tynerianas” são Southern rebellion (6m40) e A shade of jade (3m55) – esta uma vibrante recriação da composição do grande saxofonista Joe Henderson (1937-2001). Connie Han troca o piano de concerto pelo Fender Rhodes elétrico na primeira faixa do álbum e em Grüvy (7m35) – peça de sua lavra que remete à bossa nova.

(Samples de Crime Zone podem ser ouvidos em: www.mackavenue.com/store/mac1140)

(Vídeo da pianista tocando Southern rebellion em: www.youtube.com/watch?v=CuMkVkeZhSO)


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