Aprovação dos Presidentes

Governo Bolsonaro

Pesquisa JOTA/Ibpad indica popularidade estável de Bolsonaro

Nova rodada da pesquisa mostra apoio de 35% ao presidente, com oscilação negativa dentro da margem

Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante encontro no Palácio do Planalto, com grupo de Garimpeiros / Crédito: Isac Nóbrega/PR

Após quatro meses de queda progressiva, a popularidade de Jair Bolsonaro (PSL) mostra sinais de estabilização, com indicativo de manutenção de um patamar mínimo de apoio próximo de um terço dos brasileiros e consolidação de sua base de detratores, em parcela semelhante do eleitorado. É o que aponta a mais nova pesquisa JOTA/Ibpad, realizada entre os dias 25 e 27 de setembro. 

O presidente detém 35,2% de conceitos bom/ótimo, contra 36,8% do levantamento anterior, realizado na última semana de agosto — oscilação negativa, dentro da margem de erro, que é de 1,6 pontos. No início da série, em julho passado, a aprovação era de 40,1%.

Os entrevistados que classificam a administração de Bolsonaro como ruim ou péssima somam 32%, também uma variação negativa dentro da margem — eram 34,6% no mês passado. Em julho, quando começou a série, a reprovação era de 35,5%.

O grupo que considera a gestão regular passou de 26,3% para 29,1% no último mês. Em julho, era de 22,4%.

Bolsonaro concentra sua fortaleza nas regiões Norte, Sul e Centro-Oeste, nas quais aparece com 62%, 49% e 45% de bom/ótimo. O pior indicador é do Nordeste, com 49% de ruim/péssimo. No Sudeste, onde há maior densidade eleitoral, o presidente tem 37% de aceitação e 31% de rejeição.

No quesito faixa etária, o presidente tem melhor desempenho entre os entrevistados com mais de 60 anos (46% de bom/ótimo) e pior entre os mais jovens (16-24 anos), com 42% de reprovação. 

Quando o recorte é por escolaridade, Bolsonaro obtém mais respaldo entre os que têm ensino superior (41% de bom/ótimo) e é mais reprovado pelos que têm ensino médio (36% de ruim/péssimo).

Se observado o critério de renda, o presidente alcança seus melhores índices entre os que possuem rendimentos superiores a R$ 6.000 mensais (65% de bom/ótimo) e sua pior avaliação entre os que declaram não possuir rendimento (45% de ruim/péssimo).

O eleitorado evangélico segue como fortaleza do bolsonarismo, com 49% dos entrevistados manifestando aprovação ao governo. Os que se declaram católicos demonstram mais inclinação de rejeitar a sua administração, com 36% de conceitos ruim/péssimo.

Combate à corrupção e Moro

A área do governo que alcança melhores índices é o combate à corrupção, com 68% de aprovação. O ministro mais bem avaliado é Sergio Moro (Justiça), com 52% de conceitos ótimo/bom, queda de 4 pontos percentuais em relação ao último levantamento.

A economia tem aprovação de 49% dos entrevistados — o ministro Paulo Guedes tem 32% de conceitos bom/ótimo — queda de 10 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Presidenciáveis

A pesquisa JOTA/Ibpad também testou a popularidade de possíveis candidatos ao Planalto em 2022. Além de Moro, que aparece com taxas mais expressivas entre os nomes testados, o apresentador da Rede Globo Luciano Huck (sem partido) é o que surge melhor posicionado.

Ele soma 41% de conceitos ótimo/bom. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 25% de bom/ótimo e o seu colega fluminense, Wilson Witzel (PSC), detém 22% de aprovação.

Informações sobre o levantamento

A pesquisa foi feita com 1.011 pessoas, por telefone, entre os dias 25 e 27 de setembro e conta com respondentes em 114 municípios, nos 26 Estados e no Distrito Federal.

O sexo de 16 respondentes foi atribuído por meio de sorteio porque os aplicadores não conseguiram identificar essa informação durante a entrevista. A precisão desta pesquisa é medida usando um intervalo de credibilidade. Neste caso, o intervalo calculado é de mais ou menos 3,3%.

A seleção da amostra foi aleatória e após a coleta o time de dados do JOTA Labs aplicou um modelo de regressão multinível para conjugar os dados da pesquisa aos dados do Censo antes de aplicar pós-estratificação usando variáveis como gênero, idade, escolaridade, região do país e declaração de religião.

Essa modelagem estatística é importante para garantir o balanceamento da amostra e segue técnicas propostas por professores como Andrew Gelman.


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