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Índice do JOTA previu resultado da votação sobre veto a reajuste de servidores

Apoio no Congresso é fundamental em momento de discussão da reforma Tributária

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Crédito: Fabiana Domingues de Lima/Wikimedia Commons

O índice de governismo, metodologia estatística desenvolvida pela equipe do JOTA em 2018 para calcular o grau de apoio dentro do Congresso, previu o resultado da votação sobre o veto ao reajuste de servidores. O comportamento de deputados é importante no momento em que o Congresso passa a discutir um tema complexo como a reforma Tributária.

O índice contabiliza o grau de apoio por deputados individualizados e partidos em relação a agenda do governo. Além disso, o índice é ponderado com diferentes variáveis para prever votações específicas. No caso da reforma da Previdência, o método previu corretamente 98% dos votos a favor do texto. No projeto do Saneamento, o acerto foi de 92%.

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Reforma Tributária

Nas discussões sobre a reforma Tributária, o JOTA oferece aos seus assinantes PRO duas ferramentas de previsibilidade. A primeira é o Aprovômetro, a ferramenta de aprendizado de máquina que gera propabilidades de aprovação para proposições legislativas a partir das características dos projetos.

Além disso, nossa equipe oferece um índice ponderado para questões específicas da reforma. Nessa ferramenta, o objetivo é gerar probabilidade de voto em pontos específicos dos projetos para cada deputado. O modelo se mostrou confiável em votações importantes no passado.

Veto

Na mais recente votação que mexeu com os tomadores de decisão, 91% dos deputados que votaram a favor da manutenção do veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tinham um grau de governismo acima de 80% – o corte que a equipe do JOTA considera para considerar um deputado governista.

No total, dos 316 deputados que votaram pela manutenção do veto, 287 eram classificados pelo JOTA como governistas. Ou seja, eram considerados pela metodologia como voto a favor do desejo do governo.

Curiosamente, os erros ficaram concentrados no PSL, o partido que mantém o maior grau de apoio ao governo – como mostramos em reportagem recente. Mas na questão do veto, muitos deputados votaram pela pauta corporativa. Da bancada do PSL, 13 deputados votaram contra o veto, enquanto o índice previa que eles votariam a favor.

Os outros erros ficaram concentrados nos partidos de centro. No PL e no PSD, 3 deputados foram classificados de forma errada, enquanto que no DEM e no PP foram 2.


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