Dados

Pesquisa nacional

Rejeição: 54% não votam em Lula e 50% não votam em Bolsonaro de jeito nenhum

Pesquisa do JOTA captou o potencial de voto da população para cinco políticos. Fernando Haddad é o mais rejeitado

lula bolsonaro
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Mais de metade dos brasileiros – mais especificamente 50,8% – não votaria “de jeito nenhum” no atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), rejeição similar à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em quem 54,6% dos brasileiros dizem não votar de forma alguma. É o que mostra a pesquisa de opinião nacional do JOTA/Ibpad realizada entre os dias 28 a 31 de janeiro.

Os entrevistados foram perguntados se votariam com certeza, poderiam votar ou não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro, Lula, Sergio Moro, Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT).

Quando perguntados sobre Lula, 54,6% afirmam que não votariam de jeito nenhum. Ao mesmo tempo, 31,5% dizem que votariam com certeza e 9,4%, que poderiam votar. Apenas 0,2% disseram não conhecê-lo e 4,2% não souberam responder.

lula bolsonaro

Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, 50,8% dos brasileiros dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Ao mesmo tempo, 26,8% votariam nele com certeza e 18,6% dizem que “poderiam votar”. Somados os que votariam com certeza e os que poderiam votar, Bolsonaro tem 45,4%. Apenas 0,4% não o conhecem e 3,5% não responderam.

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Perguntados sobre o potencial de voto no ministro da Justiça e ex-juiz federal, Sergio Moro, 45,9% disseram que não votariam de jeito nenhum. Ao mesmo tempo, 25,3% votariam com certeza e 23,2% poderiam votar. Ou seja, somados os que votariam com certeza e os que poderiam votar, Moro tem 48,5%. Segundo a pesquisa, 3,8% não responderam e 1,9% afirmam não conhecê-lo.

A pesquisa também mediu o potencial de voto em Ciro Gomes. Quase dois terços dos ouvidos (64,3%) afirmam que não votariam no político de jeito nenhum. Já 10,2% dizem que votariam com certeza e 17,8%, que poderiam votar – 7,8% afirma não conhecê-lo ou não souberam responder.

Fernando Haddad foi o político com maior nível de rejeição medido pela pesquisa do JOTA: 69,4% afirmam que não votariam no petista de jeito nenhum. Já 12,7% dizem que votariam com certeza e 9,6%, que poderiam votar – 8,2% afirmaram não conhecê-lo ou não souberam responder.

Lula e Bolsonaro em 2020

A pesquisa também mediu o nível de influência de Lula e Bolsonaro ao apoiar candidatos nas eleições municipais deste ano.

O apoio de Lula a um candidato da cidade do entrevistado faria 46,8% não votarem no candidato. Já 24,7% afirmam que votariam com certeza e 21,5%, que poderiam votar no candidato apoiado por Lula – 7% não responderam.

Já 39,6% dos ouvidos afirmam que não votariam de jeito nenhum em um candidato de sua cidade que fosse apoiado por Bolsonaro. Ao mesmo tempo, 23,3% dizem que votariam com certeza e 29,8%, que poderiam votar – 7,3% não responderam.

Opinião nacional

A pesquisa do JOTA já mostrou que Bolsonaro iniciou o segundo ano de mandato com taxa de aprovação estabilizada, com ligeiro viés de alta, com 34% de avaliações bom/ótimo.

O mesmo levantamento indicou uma percepção geral de melhora na economia, mas 59% dos eleitores acreditam que a economia “ainda vai demorar muito para se recuperar”, o que leva a uma menor pressão de recuperação imediata sobre Bolsonaro, conforme observou o analista-chefe do JOTA em São Paulo, Fábio Zambeli. E, sem pressão, o presidente tende a ceder ao populismo digital e a deixar pauta reformista em segundo plano.

Na segunda-feira (10/02), a pesquisa revelou que 44,1% dos brasileiros apontaram que o ministro da Justiça e ex-juiz federal Sergio Moro deveria se afastar da política e que, para a população, o desemprego é o principal problema da economia brasileira hoje.

Nos próximos dias, o JOTA divulgará mais recortes da pesquisa de opinião nacional. Há informações relevantes sobre a percepção da população sobre os potenciais de votos em políticos como Luiz Inácio Lula da Silva, Sergio Moro e Fernando Haddad, e Ciro Gomes.

Levantamento

A pesquisa foi feita com 1.022 pessoas, por telefone, entre os dias 28 e 31 de janeiro e conta com respondentes em 387 municípios, em 25 Estados e no Distrito Federal. O sexo de 17 respondentes foi atribuído por meio de sorteio porque os aplicadores não conseguiram identificar essa informação durante a entrevista. A precisão desta pesquisa é medida usando um intervalo de credibilidade. Neste caso, o intervalo calculado é de mais ou menos 3,1%.

A seleção da amostra foi aleatória e após a coleta o time de dados do JOTA Labs aplicou um modelo de regressão multinível para conjugar os dados da pesquisa aos dados do Censo antes de aplicar pós-estratificação usando variáveis como gênero, idade, escolaridade, renda, região do país e declaração de religião. Essa modelagem estatística é importante para garantir o balanceamento da amostra e segue técnicas propostas por professores como Andrew Gelman.


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