Dados

Pesquisa nacional

Covid-19: metade avalia desempenho de Bolsonaro na crise como ruim ou péssimo

Por outro lado, 42% dos entrevistados pela pesquisa JOTA/Quaest afirmam que desempenho dos governadores é bom ou ótimo

Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa/PR
Uma versão mais completa deste conteúdo foi distribuída antes, com exclusividade, aos nossos assinantes JOTA PRO

Pesquisa feita pelo JOTA em parceria com a Quaest, no último final de semana, mostra que metade dos entrevistados avalia o desempenho de Bolsonaro frente à crise de coronavírus como ruim ou péssimo. Por outro lado, 42% das pessoas afirmam que o desempenho dos governadores é ótimo ou bom.

São 16% os que desaprovam a atuação dos governadores (9% de péssimo e 7% de ruim), que, em geral, tem adotado uma postura de apoio ao isolamento social. Uma parcela parecida classifica o desempenho do presidente como ótimo ou bom: 19% dos entrevistados. 

A pesquisa foi feita com mil pessoas, pela internet, entre os dias 25 e 26 de abril. O intervalo de credibilidade para os valores estimados é de 3,1%. A seleção da amostra foi aleatória.

Ao confrontar a avaliação geral da administração de Bolsonaro com o seu desempenho frente à pandemia de coronavírus, 81% das pessoas que consideram que o governo está lidando de forma positiva com a crise consideram o governo bom como um todo. Enquanto 19% considera regular e apenas 1% avalia como negativa.Ao analisar o estrato que enxerga a atuação do governo no enfrentamento da crise como regular, 70% avalia a administração do presidente como regular, 17% desaprova e 11% considera positiva.

Entre os entrevistados que desaprovam as políticas de combate ao coronavírus, 88% também acha que o governo em geral é ruim ou péssimo, enquanto 11% avalia como regular e 1% como positiva.

A pesquisa também mostra que a maior parte da população acredita mais na versão de Sergio Moro do que na do presidente Jair Bolsonaro, e acha que o ex-ministro agiu com ética ao anunciar a saída do governo. O levantamento também indica aumento de 8 pontos percentuais na reprovação do governo Bolsonaro desde março, passando de 40% para 48%.